Aliados do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do Partido Liberal (PL) à Presidência da República, avaliam adiar em cerca de três meses o lançamento do plano de governo. A previsão inicial era divulgar os principais pontos do programa no fim de março. Interlocutores do senador, porém, defendem transferir o anúncio para junho.
Segundo relatos divulgados pela CNN, a estratégia busca evitar desgaste político em um momento de crescimento do parlamentar nas pesquisas eleitorais.
Aliados afirmam que parte das propostas envolve medidas macroeconômicas e mudanças no arcabouço fiscal. Esses temas são vistos como necessários por integrantes da equipe, mas podem gerar críticas durante a pré-campanha.
Por isso, interlocutores avaliam que a divulgação antecipada poderia abrir espaço para desgaste político em meio à disputa eleitoral.
A pré-campanha tem mantido conversas com nomes ligados à área econômica do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Entre os consultados estão o ex-ministro da Economia Paulo Guedes, o ex-presidente do Banco Central do Brasil Roberto Campos Neto, o ex-secretário de Política Econômica Adolfo Sachsida e o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social Gustavo Montezano.
A economista Daniela Marques também participa das conversas e é citada como um dos nomes cogitados para a área econômica em eventual governo.
Segundo interlocutores da campanha, ainda não há definição sobre o futuro responsável pela equipe econômica. A escolha dependerá do “match”, ou da afinidade, nas conversas com o próprio Flávio Bolsonaro.
