A Unafisco Nacional afirmou nesta segunda-feira (26) que a fiscalização conduzida por auditores-fiscais da Receita Federal sobre regimes próprios de previdência social embasou investigações que culminaram na operação da Polícia Federal contra o Banco Master e operações financeiras envolvendo o Rioprevidência.
Segundo a entidade, levantamentos técnicos realizados no âmbito do acompanhamento dos Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS), sob responsabilidade de auditores que atuam no Ministério da Previdência, já haviam identificado riscos relevantes antes da deflagração da ação policial.
De acordo com a Unafisco, auditorias e relatórios técnicos apontaram problemas relacionados à governança, à concentração excessiva de investimentos e à exposição elevada a determinadas instituições financeiras. Esses achados integraram processos formais de fiscalização e serviram de subsídio para órgãos de controle e, posteriormente, para as autoridades investigativas.
“A fiscalização dos RPPS é um trabalho técnico, contínuo e preventivo, baseado na análise de dados, avaliação de riscos e verificação do cumprimento das normas previdenciárias”, afirmou a Unafisco Nacional, em nota.
A entidade destacou que, conforme já divulgado pela imprensa, o Ministério da Previdência solicitou a abertura de investigações sobre operações envolvendo o Rioprevidência e o Banco Master, incluindo transações consideradas atípicas, acionando a Polícia Federal e outros órgãos de controle.
Na última sexta-feira (23), a Polícia Federal deflagrou a Operação Barco de Papel para apurar suspeitas de operações financeiras irregulares entre o Rioprevidência e o Banco Master. O foco da investigação é a aplicação de recursos previdenciários na instituição financeira, que foi posteriormente colocada em liquidação pelo Banco Central.
