Fundos públicos de previdência aplicaram mais de R$ 1 bi no Master
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Economia

Fundos públicos de previdência aplicaram mais de R$ 1 bi no Master

Institutos estaduais e municipais investiram em papéis do banco, que está em liquidação judicial

STF nega pedido via LAI e mantém sigilo sobre a tramitação da ação do Banco Master que retirou o caso da primeira instância e foi relatada por Dias Toffoli
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

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Por Redação

Institutos públicos de previdência de estados e municípios aplicaram mais de R$ 1 bilhão em títulos do Banco Master, que entrou em processo de liquidação judicial em novembro. Os investimentos foram identificados em levantamentos enviados ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e envolvem recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e pensões, segundo informações divulgadas pelo portal UOL.

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Ao menos 18 regimes próprios de previdência mantiveram aplicações vinculadas ao banco, somando cerca de R$ 1,57 bilhão. A maior parte dos recursos foi direcionada a letras financeiras, títulos de longo prazo que não permitem resgate antecipado. O valor representa aproximadamente 3,5% do total investido pelos fundos analisados.

Os institutos atendem mais de 250 mil beneficiários, entre aposentados e pensionistas, em nove estados das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste. Segundo os dados, cerca de 180 mil aposentados e 70 mil pensionistas dependem diretamente desses regimes previdenciários.

O maior volume de recursos foi identificado no Rioprevidência, fundo responsável pela previdência dos servidores do Estado do Rio de Janeiro. O órgão investiu cerca de R$ 970 milhões em papéis do Banco Master, o equivalente a 10% de sua carteira. As aplicações ocorreram entre outubro de 2023 e agosto de 2024 e passaram a ser alvo de fiscalização do INSS.

As operações do Rioprevidência também foram incluídas na Operação Barco de Papel, deflagrada pela Polícia Federal. O então presidente do fundo foi exonerado após cumprimento de mandados de busca e apreensão. A PF apontou risco elevado nas aplicações e incompatibilidade com a finalidade previdenciária do fundo. O Rioprevidência nega irregularidades.

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