Decisão acontece após liquidação extrajudicial do Master e prisão de Vorcaro
O consórcio de investidores globais liderado pela Fictor Holding Financeira anunciou há pouco (18) a suspensão da compra do Banco Master. “Nos colocamos à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos que julgarem necessários”, diz o grupo na nota.
A Fictor alega ter tomado conhecimento da “liquidação extrajudicial” do Master pelo Banco Central (BC) por meio da imprensa, e destacou que a operação de compra estava “integralmente condicionada à análise e à aprovação prévia dos órgãos reguladores”.
“Desde o início, conduzimos todas as etapas com total transparência, responsabilidade e estrita observância aos ritos estabelecidos pelas normas legais”, afirmou a empresa.
Ontem (17), a Fictor havia anunciado a compra do Master, incluindo aporte imediato de R$ 3 bilhões para reforço de capital e a aquisição de todas as ações de Daniel Vorcaro, acionista controlador da instituição, que foi preso pela Polícia Federal.
Vorcaro foi detido em uma operação envolve criação e negociação de títulos de crédito falsos envolvendo o Master e o BRB, que tentou adquirir o banco, mas o negócio acabou sendo barrado pelo BC
Na nota, o consórcio reiterou “respeito” ao BC e aos órgãos de supervisão e reafirmou o “compromisso com a integridade, a transparência e a estabilidade do sistema financeiro”.
“Por se tratar de tema sob análise das autoridades, o consórcio não comentará o mérito das investigações”, finalizou a Fictor.
CONFIRA A NOTA COMPLETA:
“O consórcio de investidores globais liderado pela Fictor Holding Financeira tomou conhecimento, pela imprensa, da decisão anunciada nesta terça-feira (18/11) referente à liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central do Brasil, bem como das medidas adotadas pelas autoridades competentes em relação aos atuais controladores da instituição.
Como informado ontem, a operação envolvendo o Banco Master estava integralmente condicionada à análise e à aprovação prévia dos órgãos reguladores. Desde o início, conduzimos todas as etapas com total transparência, responsabilidade e estrita observância aos ritos estabelecidos pelas normas legais.
Reafirmamos nosso absoluto respeito ao Banco Central do Brasil e aos demais órgãos de supervisão e controle, assim como nosso compromisso com a integridade, a transparência e a estabilidade do sistema financeiro brasileiro.
A operação de compra está suspensa, e nos colocamos à disposição das autoridades competentes para quaisquer esclarecimentos que julgarem necessários. Por se tratar de tema sob análise das autoridades, o consórcio não comentará o mérito das investigações”.
