FGC aprova plano emergencial para cobrir rombo do Master
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Economia

FGC aprova plano emergencial para cobrir rombo do Master

Plano prevê antecipação de até 7 anos de contribuições e aumento de até 60% nos aportes mensais

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Foto: Divulgação

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

O conselho do FGC aprovou ontem (10) plano emergencial para recompor o caixa após o impacto da liquidação do Banco Master, de Daniel Vorcaro. O objetivo é assegurar liquidez compatível com os riscos do sistema financeiro até o fim do 1º trimestre.

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O plano antecipa 5 anos de contribuições dos bancos, em 3 parcelas mensais. Também prevê mais 12 meses de aportes em 2027 e outros 12 em 2028. Na prática, o fundo poderá receber até 7 anos de contribuições de forma antecipada.

Os bancos ainda aceitaram elevar temporariamente as contribuições mensais ao FGC. O aumento deve variar entre 30% e 60% por, no mínimo, 5 anos.

Hoje, as instituições recolhem 0,01% ao mês sobre os instrumentos cobertos pelo fundo. No caso dos DPGE, as alíquotas são maiores.

Em nota, o FGC afirmou que discute a recomposição da liquidez com os bancos e com o Banco Central, sem detalhar medidas. “As discussões estão em andamento e uma deliberação deverá ocorrer no curto prazo”, informou.

Outra alternativa em análise é usar parte do compulsório sobre depósitos à vista para reforçar o caixa, medida que depende do BC.

O FGC já desembolsou cerca de R$ 36 bilhões de mais de R$ 40 bilhões previstos para cobrir credores do Master. Ainda faltam pagamentos ligados ao Will Bank, estimados em R$ 6,3 bilhões. O restante das perdas envolve créditos concedidos pelo próprio fundo a empresas do grupo.

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