Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, se entrega à PF
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, se entrega à PF

Pastor se apresentou à Polícia após mandado de prisão preventiva expedido pelo STF

CPI aprova quebra de sigilos de cunhado de Vorcaro
Foto: Reprodução

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O empresário Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, se entregou à Polícia Federal, em São Paulo, na manhã desta quarta-feira (4). A ação ocorreu no âmbito da 3ª Fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraude no Banco Master.

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A operação investiga um suposto esquema bilionário de fraudes financeiras, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo integrantes do sistema financeiro.

Mais cedo, Vorcaro foi preso por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça.

Segundo a defesa de Zettel, o empresário decidiu se apresentar voluntariamente às autoridades após tomar conhecimento da operação.

“Tendo tomado conhecimento da deflagração da 3ª Fase da Operação Compliance Zero, a defesa de Fabiano Campos Zettel informa que seu cliente já se apresentou à Polícia Federal. Em que pese não ter tido acesso ao objeto das investigações, Fabiano está à inteira disposição das autoridades.”

Zettel é apontado nas investigações como uma das pessoas próximas ao banqueiro Daniel Vorcaro em negócios e investimentos.

A nova fase da Operação Compliance Zero busca aprofundar as apurações sobre a atuação de um grupo suspeito de realizar operações financeiras fraudulentas e movimentar grandes volumes de recursos de forma irregular.

Segundo os investigadores, o esquema teria envolvido a emissão e negociação de títulos de crédito fraudulentos utilizados para movimentação de valores e operações de lavagem de capitais.

Além das prisões, a Justiça autorizou o cumprimento de 15 mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo e Minas Gerais.

Durante as diligências, agentes buscam documentos, dispositivos eletrônicos e outros materiais considerados relevantes para o avanço das investigações.

Por determinação do ministro André Mendonça, também foram decretadas medidas de sequestro e bloqueio de bens que podem chegar a R$ 22 bilhões.

A decisão tem como objetivo impedir a movimentação de ativos possivelmente ligados ao grupo investigado e preservar valores que possam ter relação com práticas ilícitas.

Também foram determinadas ordens de afastamento de cargos públicos e outras medidas cautelares.

As investigações apontam indícios da prática de diversos crimes, entre eles corrupção, lavagem de dinheiro, invasão de dispositivos informáticos, ameaças e delitos financeiros relacionados ao mercado de crédito.

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