O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, acaba de ser preso pela Polícia Federal (PF) na 3ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema bilionário de fraudes financeiras envolvendo a venda de títulos de crédito falsos pela instituição.
De acordo com a PF, a nova fase investiga a “possível prática dos crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos, praticados por organização criminosa”.
Vorcaro já havia sido preso pela PF na noite de 17 de novembro do ano passado, no Aeroporto de Guarulhos, em SP, enquanto tentava deixar o país, rumo a Dubai, horas após o anúncio de que a Fictor, atualmente alvo da PF, e um grupo de investidores árabes estaria interessado em comprar o Master. Ele solto 10 dias depois.
Estão sendo cumpridos pela corporação outros 3 mandados de prisão preventiva e 15 de busca e apreensão em São Paulo (SP) e Minas Gerais (MG). As ordens foram expedidas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, novo relator do caso na Corte.
O cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, também é alvo de mandado de prisão, mas ainda não foi localizado pelos agentes.
O ministro do Supremo também determinou o afastamento de investigados de cargos públicos e o sequestro e bloqueio de bens de até R$ 22 bilhões. O objetivo é, segundo a PF, “interromper a movimentação de ativos vinculados ao grupo investigado e preservar valores potencialmente relacionados às práticas ilícitas apuradas”.
As investigações contam com o apoio do Banco Central (BC), que liquidou o Master no ano passado.

