A infraestrutura portuária do Brasil não acompanha o crescimento das exportações de café, gerando atrasos e custos extras para o setor. Em 2024, o país exportou um recorde de 50,5 milhões de sacas, mas os gargalos logísticos resultaram em 1,8 milhão de sacas paradas nos portos, acumulando um prejuízo superior a R$ 57 milhões em apenas oito meses.
O principal problema está na falta de infraestrutura nos portos, que operam com capacidade limitada e enfrentam dificuldades para atender à demanda crescente. No Porto de Santos, maior corredor logístico do café brasileiro, falta espaço e horários de embarque, obrigando exportadores a pagar mais por armazenamento e taxas adicionais.
A proximidade da nova safra deve agravar o cenário. A entressafra no primeiro semestre pode dar a falsa impressão de normalidade, mas o segundo semestre será crítico, segundo apuração do Poder360.
Além dos portos, a logística enfrenta entraves em rodovias e ferrovias, que também carecem de investimentos. Entre 15 mil e 20 mil caminhões circulam diariamente para o Porto de Santos, evidenciando a falta de alternativas como transporte ferroviário e hidroviário.
