O Comando do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília afirmou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (6), que entregou à Polícia Federal (PF) as armas do ex-presidente Jair Bolsonaro que estavam sob sua guarda. Segundo o comando, duas das oito armas que a defesa afirma estarem com o Batalhão de Polícia do Exército não estão sob a posse do Exército.
O número de série de uma delas, como afirmam os militares, é o mesmo da arma apreendida em uma abordagem a um militar que atua na segurança do ex-presidente, em junho.
Na sexta (3), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou que fossem entregues as armas de Bolsonaro à PF nesta segunda, após a defesa afirmar que estariam com os militares. Além disso, o magistrado prorrogou a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente, pontuando ser “incompatível” que mantivesse os armamentos enquanto cumpre pena criminal. Bolsonaro também teve seu Certificado de Registro de Caçadores, Atiradores e Colecionadores (CAC).
À decisão, a defesa de Bolsonaro informou que das 10 armas, duas já tinham sido entregues à PF em abril de 2023, por ordem do Tribunal de Contas da União (TCU) e as oito demais estariam com o Exército.
O Comando afirmou que, da lista de modelos da decisão de Moraes, as armas que não estão armazenadas são a Pistola Glock calibre 9×19 COLOmm Parabellum, de uso restrito, e a Espingarda Maestro Arms Company, de uso permitido.
As armas registradas no nome de Bolsonaro são:
- Pistola Taurus calibre .380;
- Pistola Taurus calibre .40;
- Pistola Glock calibre 9 mm;
- Carabina/Fuzil Caracal calibre 5,56 mm;
- Pistola Caracal calibre 9 mm;
- Carabina/Fuzil Springfield Armory calibre 7,62 mm;
- Espingarda Typhoon calibre 12;
- Pistola Arex calibre 9 mm;
- Pistola SIG Sauer calibre 9 mm;
- Espingarda Maestro Arms Company calibre 12.
