Esperidião Amim ressalta que último a fazer isso foi Saddam Hussein, que acabou enforcado
O senador Esperidião Amin (PP-SC) criticou mais cedo, no programa ALive, as declarações do presidente Lula contra o dólar, alertando que o último chefe de Estado a repetir tal ousadia foi deposto numa guerra, condenado e enforcado.
“Sabe quem é que falou disso primeiro? […] Foi o Saddam Hussein, desiludido, ele que era americanista na guerra contra o Irã. Depois, houve um curto-circuito de comunicação com a embaixadora americana, e ele entendeu que podia atacar o Kuwait, acabou se envolvendo com a guerra do Golfo 1. […] morreu enforcado. O segundo foi o Ahmadinejad, olha bem, do Irã, que hoje é considerado radical até no Irã”, lembrou.
Amin disse que o discurso de Lula no BRICS contra o dólar coloca o país em rota de colisão com a maior potência militar e econômica do planeta. “É uma virtual declaração de guerra”, afirmou. Foi o que ele ouviu na visita aos EUA dias atrás.
“Essa associação do BRICS, que é uma iniciativa positiva, ao combater ao dólar, isso aí é nevrálgico. O presidente da República falar que o dólar não pode ser a moeda universal, é uma virtual declaração de guerra. De todos os temas, é o assunto mais nevrálgico”, afirmou.
Para Amim, “um chefe de estado debater essa questão é impróprio e perigoso”. O parlamentar também ressaltou que, num cenário global cada vez mais volátil, qualquer sinal de hostilidade ao dólar pode provocar fuga de investimentos e dificultar o acesso do Brasil a mercados estratégicos.
O país precisa adotar uma postura prática, evitando falas que possam ser interpretadas como confronto direto com os Estados Unidos. “Vamos fazer força para corrigir. Agora, estas ameaças a que eu me refiro, essas nós vamos ter que cuidar todos juntos.”
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