Caso Epstein: Ex-príncipe Andrew é preso no Reino Unido
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Mundo

Ex-príncipe Andrew é preso após investigação ligada ao caso Epstein

Ele foi detido em sua residência sob suspeita de “má conduta” no exercício de cargo público

Caso Epstein: Ex-príncipe Andrew é preso
Foto: Departamento de Justiça dos EUA

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

O ex-príncipe Andrew acaba de ser preso pela polícia do Reino Unido, informou a rede britânica BBC. Segundo a emissora, ele foi detido em sua residência sob suspeita de “má conduta” no exercício de cargo público, em meio às investigações sobre o caso do bilionário Jeffrey Epstein.

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De acordo com a BBC, caso seja considerado culpado, ele poderá ser condenado à prisão perpétua.

A polícia do Vale do Tâmisarealiza buscas em endereços nos condados de Berkshire e Norfolk. A corporação não confirmou oficialmente o nome de Andrew, alegando a necessidade de proteger sua identidade.

A prisão ocorre no dia em que o ex-príncipe completa 66 anos. Ele é o 1º membro da família real a ser preso na história moderna.

Andrew
Foto: Reprodução/BBC

Andrew e Epstein

A prisão do ex-príncipe ocorre cerca de 1 semana após a polícia britânica anunciar investigação para apurar se ele teria enviado relatórios confidenciais a Jeffrey Epstein, condenado por pedofilia e morto em 2019, quando Andrew atuava como representante especial do Reino Unido para o Comércio Internacional.

A informação consta em documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Em outubro, Andrew Mountbatten-Windsor foi destituído de seus títulos reais por seu irmão, o rei Charles III, em meio a novas revelações sobre sua relação com Epstein. Ele também deixou a residência oficial em Windsor. O ex-príncipe nega irregularidades em seus contatos com o financista.

Andrew também foi acusado de agressão sexual por Virginia Giuffre, uma das principais denunciantes no caso Epstein, por fatos que teriam ocorrido quando ela era menor de idade.

O nome do ex-príncipe aparece em diversos documentos tornados públicos pelas autoridades americanas. Ele também figura em fotografias ao lado de jovens cuja idade não é especificada nos registros divulgados. O contexto das imagens também não foi detalhado oficialmente.

Entre os documentos divulgados estão e-mails indicando que Epstein teria convidado Andrew, em agosto de 2010, para um jantar com uma mulher russa de 26 anos. As mensagens são posteriores à declaração de culpa de Epstein, em 2008, por aliciamento de menor.

Em outro documento, datado de 2020, autoridades dos EUA formalizaram pedido de cooperação para entrevistar Andrew. No texto, afirmam acreditar que ele “pode ter sido testemunha e/ou participante de certos eventos relevantes para a investigação em curso”.

Registros também mencionam que Andrew teria conhecimento das atividades de Ghislaine Maxwell, ex-parceira de Epstein posteriormente condenada por tráfico sexual de menores. Um dos documentos aponta “evidências” de que o ex-príncipe teria se envolvido sexualmente com uma das vítimas de Epstein.

A família real britânica enfrenta pressão diante dos desdobramentos do caso. Na última segunda (9), o príncipe William e a princesa Kate Middleton declararam estar “profundamente preocupados” com as revelações sobre Andrew.

Após a prisão do seu irmão mais novo, o rei Charles III divulgou nota afirmando ter recebido a notícia com “profunda preocupação” e ressaltando que “a lei deve seguir seu curso”.

“Recebi com profunda preocupação as notícias sobre Andrew Mountbatten-Windsor e a suspeita de má conduta em cargo público. O que se segue agora é o processo completo, justo e adequado pelo qual esta questão será investigada da forma apropriada e pelas autoridades competentes. Deixe-me ser claro: a lei deve seguir o seu curso”, declarou Charles.

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