Ex-presidente do BRB reunia mensagens e preparava material antes de prisão
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Ex-presidente do BRB reunia mensagens e preparava material antes de prisão

Investigado no caso Master, Paulo Henrique Costa organizava arquivos e planejava colaborar com a PF

Ex-presidente do BRB aguarda novo depoimento à PF no caso Master
Foto: Rafael Lavenère/BRB

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Por Redação

O ex-presidente do Banco Regional de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, vinha reunindo documentos e mensagens antes de ser preso pela Polícia Federal, no âmbito da investigação sobre operações com o Banco Master.

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Segundo a apuração o O Globo, Costa se preparava para prestar depoimento e afirmava que não tinha informações para delatar, mas que estava disposto a colaborar com os investigadores.

Para organizar o material, ele desenvolvia um sistema com uso de inteligência artificial para classificar conversas armazenadas no celular por temas e interlocutores.

As mensagens reuniam diálogos com autoridades e agentes do mercado financeiro, incluindo trocas com o empresário Daniel Vorcaro e integrantes do Banco Central.

Entre os registros analisados pela Polícia Federal, há conversa em que o então governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, cobra um desfecho para negociações entre o BRB e o Master, afirmando que a operação estava “gerando mais desgaste do que deveria”.

Ibaneis afirmou que acompanhava o caso e negou interferência externa nas tratativas.

Outras mensagens mostram divergências entre Costa e Vorcaro durante o processo de aquisição de carteiras de crédito, com reclamações sobre auditorias e envio de documentos.

Também há menção a encontros com o dirigente partidário Antônio Rueda durante o período das negociações.

Além das conversas, Costa reuniu documentos internos do BRB, registros do Banco Central e material elaborado por advogados com explicações sobre as operações investigadas.

Segundo a investigação, ele é suspeito de integrar um esquema de lavagem de dinheiro para pagamento de vantagens indevidas a agentes públicos. A defesa nega irregularidades.

A Polícia Federal também aponta indícios de crimes financeiros, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa no caso.

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