O ex-ministro da Defesa Paulo Sérgio Nogueira negou ter participado de qualquer tentativa de golpe em 2022. A defesa apresentou sua manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (6), rebatendo a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Nogueira, general do Exército, foi acusado de integrar uma suposta organização criminosa ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros 32 denunciados. Segundo a PGR, ele teria endossado críticas ao sistema eleitoral e buscado apoio das Forças Armadas para um decreto golpista.
A defesa de Nogueira classificou as acusações como infundadas. “Afirmar que o general Paulo Sérgio integrava organização criminosa e atuou para dar um golpe de Estado e abolir violentamente o Estado democrático de Direito é um absurdo e está manifestamente contra a prova dos autos”, afirmaram os advogados.
Na manifestação, a defesa cita um trecho de um depoimento da delação de Cid, na qual ele coloca Paulo Sérgio em um grupo de “pessoas moderadas”, que “entendiam que nada poderia ser feito diante do resultado das eleições”.
O prazo para entrega das manifestações da maioria dos denunciados terminou nesta quinta-feira (6). Já o general Braga Netto e o almirante Almir Garnier têm até sexta-feira (7) para responder à denúncia.
Após a entrega das defesas, o STF marcará o julgamento, que será conduzido pela 1ª Turma do Supremo. O colegiado é composto por Alexandre de Moraes (relator), Flávio Dino, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Luiz Fux.
Se a maioria aceitar a denúncia, os acusados se tornam réus e passam a responder a uma ação penal. O julgamento pode ocorrer ainda no primeiro semestre de 2025.
