Países europeus avaliam fortalecer a presença militar na Groenlândia após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), sobre a possibilidade de anexar a ilha do Ártico, território pertencente à Dinamarca.
A iniciativa, segundo fontes ouvidas pela agência Bloomberg, é liderada pelo Reino Unido e pela Alemanha, e incluiria a criação de uma missão conjunta da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) para proteger a região.
A medida surge em resposta às preocupações de Trump de que Rússia e China possam expandir sua influência no Ártico.
A Casa Branca, porém, considera não apenas a diplomacia, mas também o uso da força ou a compra da ilha, estimada em área próxima à do Alasca, como alternativas para garantir o controle americano.
Em entrevista recente, a primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, classificou o momento como uma “encruzilhada” para a Europa e para os aliados ocidentais.
“Se os americanos derem as costas à aliança ao ameaçarem um aliado, o mundo como conhecemos poderá mudar”, afirmou Frederiksen. A premiê destacou que a Dinamarca não abrirá mão de valores fundamentais e reafirmou que a Groenlândia não está à venda.
O ministro da Defesa belga também sinalizou a necessidade de “uma operação da Otan no extremo norte”, enquanto um porta-voz alemão indicou que a aliança avalia reforços de segurança na região. Nos últimos dias, a Otan compartilhou imagens de tropas no Ártico, embora os exercícios oficiais estejam programados apenas para março.
Para Trump, a aquisição da Groenlândia seria uma medida estratégica para conter a presença de potências rivais, em especial Rússia e China.
