EUA cancelam visto de esquerdista por piada sobre Charlie Kirk
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

EUA cancelam visto de esquerdista por piada sobre Charlie Kirk

Tiago Santineli teve o visto cancelado pelos EUA após ironizar a morte de Charlie Kirk na rede social.
Tiago Santineli é punido pelos EUA após debochar da morte de líder da Direita, Charlie Kirk e perde visto americano

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Por Redação

Departamento de Estado notificou Tiago Santineli sobre o banimento em setembro

O produtor de conteúdo Tiago Santineli teve o visto dos Estados Unidos cancelado em 29 de setembro. A decisão ocorreu após ele publicar nas redes sociais uma piada sobre o assassinato de Charlie Kirk, líder conservador norte-americano baleado em 10 de setembro durante evento na Universidade de Utah Valley.

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“Chegou no e-mail da produção, um e-mail da embaixada dos Estados Unidos dizendo que o meu visto foi revogado, ou seja, eu sou o primeiro comediante do mundo que foi banido de entrar nos Estados Unidos”, disse Tiago.

Na ocasião, Santineli escreveu no “X”, antigo Twitter: “Cadê a terra da liberdade de expressão restrita, galera? Eu não posso ir para os EUA, mas pior é o Charlie Kirk, que nunca mais vai sair de lá.”

O cancelamento foi comunicado nesta quarta-feira (1º), em notificação do Departamento de Estado dos EUA. O documento afirma: “Esta ação baseia-se no fato de que, após a emissão do visto, novas informações foram obtidas, indicando sua possível inelegibilidade para o seu visto.”

A embaixada dos EUA também destacou: “Por favor, note que seu visto atual não pode ser utilizado para viagem aos Estados Unidos. Caso pretenda viajar para os Estados Unidos, um novo visto deverá ser solicitado.”

Santineli ficou conhecido por vincular sua imagem ao corpo de Jesus em publicações, associado a símbolos do comunismo. Nas redes socias, ele se apresenta como “ex-comediante, militante e pastor de ovelhas”. Por lá ele soma 429,8 mil seguidores.

EUA revoga vistos e demite pessoas que fazem piada com Kirk

Após o assassinato do ativista conservador Charlie Kirk, o governo de Donald Trump iniciou uma série de retaliações contra críticos do influenciador republicano. A campanha mira funcionários públicos, professores, empresas e outros que expressaram apoio ao autor do ataque ou críticas a Kirk. Charlie Kirk, aliado de Trump, foi morto ao ser baleado no pescoço durante um evento na Universidade Utah Valley.

Entre as medidas tomadas pelo governo, o médico brasileiro Ricardo Barbosa teve o visto americano revogado após postar nas redes sociais comentários comemorando a morte de Kirk. O vice-secretário de Estado, Christopher Landau, confirmou a revogação e afirmou que “estrangeiros que glorificam a violência e o ódio não são visitantes bem-vindos em nosso país”.

Além de Barbosa, o governo e apoiadores de Kirk demitiram servidores públicos, professores, um funcionário de loja de departamentos e um comentarista de TV. Companhias aéreas, como American Airlines, Delta e United, também afastaram funcionários por declarações nas redes sociais.

A senadora republicana Marsha Blackburn solicitou a demissão de professores e um reitor assistente em universidades do Tennessee. Alguns desses educadores foram afastados ou dispensados.

Trump sugeriu que a investigação sobre o assassinato de Kirk poderia incluir adversários políticos. “Eles já estão sob grande investigação, muitas das pessoas que você tradicionalmente diria que estão à esquerda”, afirmou.

Conservadores defendem tanto Charlie Kirk quanto as ações do governo, classificando as medidas como proteção à liberdade de expressão e punição a discursos de ódio. Adam Goldstein, diretor da Fundação para Direitos Individuais e Expressão, afirmou que a ação do Departamento de Estado representa um teste para a aplicação da Primeira Emenda.

Desde seu retorno ao cargo, Trump assinou um decreto proibindo que membros do governo restrinjam a liberdade de expressão de cidadãos americanos. O vice-presidente J.D. Vance criticou governos anteriores por incentivar empresas a silenciar vozes políticas divergentes.

O senador Lindsey Graham avaliou o caso como um ataque político e afirmou que a maioria dos republicanos vê o assassinato de Kirk como uma ameaça ao movimento conservador.

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