Ataque marca a 10ª ofensiva americana na região e aumenta cobrança em cima de Maduro
O governo de Donald Trump anunciou nesta sexta-feira (24), mais um ataque a uma embarcação no mar do Caribe, elevando para dez o número de ofensivas americanas na região.
Segundo o secretário de Guerra, Pete Hegseth, o barco foi alvejado em águas internacionais próximas à Venezuela e transportava drogas. Seis tripulantes morreram.
A operação faz parte da estratégia de Trump de intensificar o combate ao narcotráfico na América Latina, e ao mesmo tempo, pressionar o regime de Nicolás Maduro, acusado por Washington de chefiar o Cartel de los Soles, considerado organização terrorista internacional pelos EUA.
Fontes ligadas ao Pentágono afirmam que o governo americano não descarta ações em terra contra cartéis ligados ao chavismo. “Essas são organizações terroristas estrangeiras. Vamos tratá-las como tratamos a Al-Qaeda”, afirmou Hegseth.
Enquanto isso, o ditador venezuelano tenta transformar a operação em narrativa política. Na quinta-feira (23), Maduro chegou a implorar a Trump, em inglês, que “não inicie uma guerra”.
Apesar de o governo dos EUA justificar as ações como parte de uma campanha antidrogas, relatórios internacionais mostram que o fentanil, droga responsável pela maioria das overdoses no país, vem do México, e não da Venezuela.
Ainda assim, a presença militar americana no Caribe é um claro recado político: Washington não tolerará um narco-Estado às portas do continente.
A mensagem de Trump mais uma vez é bem e típica de seu estilo: os Estados Unidos agirão sozinhos, se necessário, para eliminar a ameaça representada por Maduro e seus aliados.
