As Forças Armadas dos EUA iniciarão às 11h desta segunda-feira (13), no horário de Brasília, um bloqueio aos portos do Irã. A decisão foi tomada pelo presidente Donald Trump durante a madrugada e anunciada em sua rede social, Truth Social.
A medida ocorre após o fracasso das negociações de paz entre Washington e Teerã no fim de semana.
No domingo (12), Trump já havia afirmado que iria “bloquear” navios que tentem entrar ou sair do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio global de petróleo e acesso aos principais portos do Irã.
De acordo com o presidente dos EUA, ele “instruiu a Marinha a procurar e interceptar toda embarcação em águas internacionais que tenha pago um pedágio ao Irã” para atravessar o estreito.
Os mercados reagiram com instabilidade e oscilação. O petróleo Brent ultrapassou US$ 100 nesta manhã (13), com alta superior a 7%, diante do risco de impacto no fornecimento global de energia.
Desde o início do conflito, o Irã mantém um bloqueio seletivo de Ormuz, permitindo a passagem apenas de embarcações de países considerados aliados ou que tenham pago pedágio estimado em cerca de US$ 2 milhões.
“Ninguém que pague um pedágio ilegal terá passagem segura no alto-mar”, disse Trump nas redes sociais, acrescentando que “qualquer iraniano que atirar contra nós, ou contra embarcações pacíficas, será explodido até o inferno”.
O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que não impedirá embarcações em trânsito pelo estreito quando estiverem a caminho de portos não iranianos.
Dados do Joint Maritime Information Center apontam que ao menos 60 navios cruzaram Ormuz desde o anúncio do cessar-fogo, na última terça (07). O volume representa aumento em relação ao período anterior, mas segue abaixo da média pré-guerra, de cerca de 138 embarcações por dia.
Em resposta, o Exército do Irã ameaçou nesta manhã (13) retaliar contra portos no Golfo Pérsico e no Mar de Omã caso o bloqueio seja efetivado. O regime classificou a medida como ilegal.
“A segurança no Golfo Pérsico e no Mar de Omã é ou para todos ou para NINGUÉM. Se a segurança dos portos da República Islâmica do Irã nessas águas for ameaçada, nenhum porto na região estará seguro. (…) A imposição de restrições pelos ‘EUA criminosos’ ao tráfego marítimo em águas internacionais é uma ação ilegal e um exemplo de pirataria”, afirmou o Exército iraniano em comunicado divulgado pela emissora estatal Irib.
