Associação propõe revisão de contratos, freio a novos custos e transferência de parte ao Orçamento da União
Um estudo divulgado nesta quinta-feira (11) pela Abrace (Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres) aponta que 26% da conta de luz no Brasil são compostos por ineficiências e subsídios. Segundo a entidade, isso significa que mais de um quarto do valor pago mensalmente pelos consumidores vai para custos que não melhoram a energia entregue às residências.
De acordo com o levantamento, os brasileiros devem desembolsar R$ 103,6 bilhões em 2024 com encargos que não geram benefícios diretos nem para o país nem para os consumidores. O estudo alerta para um “círculo vicioso”, quanto mais esses custos crescem, maior é o impacto no bolso do consumidor final.
O presidente da Abrace, Paulo Pedrosa, defendeu mudanças estruturais nos cálculos da conta de luz dos brasileiros.
“É preciso rever os subsídios e a ineficiência do setor que pesam na conta de luz sem gerar competitividade. Energia mais barata e segura é condição para o crescimento econômico e para a qualidade de vida no Brasil”, afirmou ao Poder360.
Entre as propostas da associação estão: evitar novos subsídios e contratos desnecessários, cancelar acordos que geram desperdício, transferir tarifas sociais e incentivos para o Orçamento da União em vez de repassá-los diretamente à conta de luz, e melhorar a alocação de custos para que os preços reflitam de forma justa os recursos utilizados.
