Operações atingiram setor de combustíveis e miraram 42 alvos na Faria Lima
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou nesta quinta-feira (28) à CNN que o sucesso da operação contra o PCC é resultado direto da estrutura de inteligência implantada em seu governo desde 2023. Ele comentou que o estado está impondo limites ao crime organizado e fortalecendo sua capacidade de resposta.
“Essa operação só foi possível porque São Paulo montou, desde 2023, uma inteligência robusta com Ministério Público e polícias”, disse.
Segundo o governador, a ação representa “o maior golpe financeiro contra o crime organizado da nossa história e mostra que o Estado está no comando e que em São Paulo, o crime organizado não vai ter vez”.
Tarcísio disse ainda que a ação não ficará restrita ao setor de combustíveis.
“Já atacamos a infiltração no transporte público, agora no setor de combustíveis, e não vamos parar por aqui. Cada vez que o crime tentar se esconder atrás da economia formal, vai encontrar um Estado mais forte, mais preparado e com coragem de enfrentar”, afirmou.
A Polícia Federal coordenou as operações Quasar e Tank, enquanto o Ministério Público paulista foi responsável pela Operação Carbono Oculto, todas voltadas ao avanço do crime organizado no setor de combustíveis.
O ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, disse que a iniciativa é uma das maiores da história brasileira contra o PCC e disse que o grupo “se apropriou do setor de combustíveis”. Já o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ressaltou que não houve contaminação do sistema financeiro, apesar de a operação ter atingido 42 alvos de mandados na Avenida Faria Lima, em São Paulo, um dos principais centros financeiros do país.
