Estatais registram déficit de R$ 1 bilhão em janeiro de 2025 - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Estatais registram déficit de R$ 1 bilhão em janeiro de 2025

BC corta PIB de 2025 para 2% e projeta IPCA acima do centro da meta até o início de 2028, mantendo Selic em 15% e sinal de cautela.
Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

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Por Redação

Em janeiro de 2025, as estatais federais, estaduais e municipais apresentaram um déficit fiscal de R$ 1 bilhão, segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC). Embora o saldo negativo ainda seja preocupante, o resultado foi melhor do que o registrado no mesmo mês de 2024, quando o déficit foi de R$ 1,7 bilhão. O relatório de estatísticas fiscais também revelou que, no acumulado de 12 meses, o déficit primário alcançou R$ 7,4 bilhões, o que representa uma alta de 322% em relação a janeiro de 2024, o maior déficit anualizado da série histórica, que tem início em 2003.

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Em relação ao mês de janeiro, o último ano em que as contas das estatais federais fecharam positivas foi em 2022, quando o saldo foi de R$ 4,4 bilhões. Desde então, as estatais vêm enfrentando dificuldades fiscais: em 2023, o déficit foi de R$ 2,2 bilhões, em 2024 foi de R$ 1,7 bilhão, e agora, em 2025, o déficit foi de R$ 1 bilhão.

A maior parte do déficit de janeiro de 2025, R$ 545 milhões, veio das empresas públicas federais, enquanto as estatais estaduais e municipais registraram um saldo negativo de R$ 320 milhões. Em comparação a janeiro de 2024, as empresas públicas federais tiveram um déficit de R$ 1,2 bilhão, enquanto as estatais estaduais e municipais somaram R$ 557 milhões em déficit.

O ano de 2024 foi especialmente negativo para as estatais, que fecharam o ano com o maior déficit da história, de R$ 8,07 bilhões. Apenas as empresas públicas federais acumularam um déficit de R$ 6,73 bilhões. Em defesa da situação, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirma que não se deve tratar esse déficit como um “rombo”.

A ministra de Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, explicou em janeiro que o déficit refletido nas contas das estatais não deve ser visto como um rombo, pois muitas das despesas são feitas com recursos já disponíveis em caixa.

Hoje, o que foi divulgado pelo Banco Central é o resultado fiscal das empresas, que pensa só as receitas do ano e as despesas do ano. Como eu já expliquei várias vezes, muitas despesas que são feitas pelas estatais são com dinheiro que estavam em caixa e, portanto, ela acaba gerando resultado deficitário ainda que as empresas tenham lucro”, afirmou Dweck.

O levantamento realizado pelo Banco Central inclui todas as estatais do país, exceto as empresas financeiras, como o Banco do Brasil, a Caixa Econômica Federal e a Petrobras. O BC utiliza a metodologia conhecida como “abaixo da linha”, enquanto o cálculo do Tesouro Nacional, que também avalia a saúde financeira das estatais, segue a metodologia “acima da linha”.

Embora o levantamento do Banco Central seja mais detalhado, o estudo do Tesouro tem uma periodicidade maior, o que dificulta o acompanhamento contínuo.

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