Empresa vendia carne podre de enchente no RJ; quatro são presos - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Análises Críticas

Empresa vendia carne podre de enchente no RJ; quatro são presos

Compartilhe em

Foto do autor

Por Redação

Quatro pessoas foram presas em flagrante nesta semana durante a Operação Carne Fraca, no Sul Fluminense, por envolvimento na venda de carne imprópria para consumo humano. A empresa Tem Di Tudo Salvados, de Três Rios (RJ), é acusada de maquiar 800 toneladas de carne deteriorada submersa na enchente histórica de Porto Alegre, em 2024, e revendê-la para açougues e mercados de todo o país.

✅ Siga o canal do Claudio Dantas no WhatsApp

Segundo a Delegacia do Consumidor (Decon-RJ), a Tem Di Tudo adquiriu as carnes de um frigorífico de Porto Alegre sob o pretexto de transformá-las em ração animal. No entanto, pacotes de carne bovina, suína e de aves foram maquiados para esconder os danos causados pela lama e água acumuladas na enchente e distribuídos para consumo humano.

“A carne foi transportada para diversos compradores que não sabiam da procedência. Foram 32 carretas saindo do Sul para todo o Brasil, colocando a saúde de milhares em risco iminente,” afirmou o delegado Wellington Vieira.

A polícia encontrou produtos vencidos, embalagens a vácuo suspeitas, carnes penduradas em locais sem refrigeração adequada e alimentos armazenados em condições insalubres.

A operação revelou que a empresa lucrou cerca de 1.000% no esquema. As 800 toneladas de carne estragada, avaliadas inicialmente em R$ 5 milhões, foram adquiridas por apenas R$ 80 mil.

Os sócios podem responder por crimes de associação criminosa, adulteração, corrupção de alimentos e receptação.

A investigação começou no Rio Grande do Sul, quando produtores identificaram que a carne deteriorada, revendida pela Tem Di Tudo, era do mesmo lote descartado durante a tragédia.

Agora, a polícia busca rastrear as empresas que adquiriram a carne sem conhecimento de sua origem.

“Todas as pessoas que consumiram essa carne correram risco de vida,” alertou o delegado Vieira, frisando que alimentos submersos em enchentes representam graves ameaças à saúde pública.

Escreva seu e-mail para receber bastidores e notícias exclusivas

Não fazemos spam! Leia nossa política de privacidade para mais informações.

Publicidade