Embaixada dos EUA republica ameaças ao STF; Itamaraty reage
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Embaixada dos EUA republica ameaças ao STF; Itamaraty rebate

Gabriel Escobar, encarregado de negócios da Embaixada dos EUA e atual representante americano no Brasil
Gabriel Escobar, encarregado de negócios da Embaixada dos EUA e atual representante americano no Brasil

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Por Isac Mascarenhas

A condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quinta-feira (11), gerou forte reação por parte de representantes dos Estados Unidos. As crítica foram publicadas nas redes sociais e compartilhadas em português pela embaixada americana no Brasil.

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Em uma publicação em rede social, a Embaixada dos EUA no Brasil classificou a condenação como “mais um capítulo do complexo de perseguição e censura”, atribuindo-o ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo. A mensagem foi originalmente publicada pelo número 2 do departamento de Estado americano, Christopher Landau.

O secretário chegou a rotular Moraes como “um violador de direitos humanos sancionado, que tem Bolsonaro e seus apoiadores como alvo”. A postagem expressou que os EUA encaram esse “sombrio desdobramento com a máxima seriedade”.

Horas antes, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, já havia se manifestado no X (antigo Twitter), afirmando que os EUA “responderão de forma adequada a essa caça às bruxas”.

Rubio reiterou as críticas a Moraes, acusando-o de conduzir “perseguições políticas” e considerar a decisão do STF pela prisão de Bolsonaro “injusta”. A Embaixada dos EUA no Brasil republicou a declaração de Rubio, em português, pouco depois.

Em resposta, o Itamaraty divulgou uma nota defendendo que o julgamento foi realizado “com a independência que lhe assegura a Constituição de 1988” e que “as instituições democráticas brasileiras deram sua resposta ao golpismo”.

O ministério brasileiro classificou as declarações de Rubio como “ameaças” que “atacam autoridade brasileira e ignoram os fatos e as contundentes provas dos autos”, assegurando que elas “não intimidarão a nossa democracia”.

O Itamaraty finalizou afirmando que o governo continuará a “defender a soberania do País de agressões e tentativas de interferência, venham de onde vierem.”

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