O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, criticou nesta segunda-feira (4) o que denominou de um “conluio” entre brasileiros e potências estrangeiras, buscando minar as instituições e a soberania do Brasil. “Amantes confessos da intervenção estrangeira não terão êxito em sua tentativa de subverter a ordem democrática e constitucional”.
Diante de diplomatas que celebravam os 80 anos do Instituto Rio Branco, o chanceler, sem citar diretamente às recentes sanções dos EUA a produtos brasileiros e a Alexandre de Moraes, defendeu a necessidade de “firmeza e inteligência na defesa dos interesses brasileiros”.
Ele reiterou que, nesse “ultrajante conluio”, elementos brasileiros e forças externas têm se articulado para orquestrar investidas contra a democracia nacional.
Vieira expressou seu “enorme orgulho e sentido de responsabilidade” em liderar o Itamaraty na salvaguarda da soberania brasileira. Ele enfatizou que “os fatos e a realidade não importam para os que se erigem em veículo antipatriótico de intervenções estrangeiras”. Para o ministro, a função do Itamaraty é “defender a Carta e a nossa ordem institucional”.
Por fim, Mauro Vieira ressaltou que o Brasil necessita de uma diplomacia “serena, firme e desassombrada para navegar a desordem”. Ele acredita que a atuação diplomática do país conta com o “respaldo de um povo que repele visões mesquinhas e ‘apequenadoras’ do seu país”.
