Estratégias para palanques estaduais dominam articulações do petista
O presidente Lula articula a reeleição em 2026 sem o apoio integral do Centrão e com a meta de atrair setores de partidos aliados. O petista mantém o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) como peça central da chapa, salvo em caso de acordos políticos de última hora.
As estratégias para 2026 e os palanques estaduais ganharam destaque em almoço no Palácio da Alvorada, nesta quarta-feira (23), com o prefeito do Recife, João Campos (PSB), Alckmin e os ministros Márcio França (Empreendedorismo) e Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais).
Lula discutiu as eleições em São Paulo, Pernambuco, Maranhão e Paraíba. De acordo com o Estadão, João Campos, presidente do Partido Socialista Brasileiro (PSB), planeja disputar o governo pernambucano com apoio do PT.
Enquanto setores da mídia, na campanha de 2022, alardeavam que Lula rejeitava alianças com políticos sob suspeita de corrupção, contratos da Prefeitura do Recife, sob comando de Campos, direcionaram R$ 20 milhões a uma empresa ligada a um empresário com restrições judiciais. Uma operação da PF que apurou desvios em gestões do PSB durante as enchentes de 2017. A contradição mostra as costuras de um pragmatismo político que desafia o discurso de campanha.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), aparece como favorito à reeleição em São Paulo, segundo pesquisas. A decisão, porém, depende de Jair Bolsonaro, réu no STF por suposta trama golpista. Caso Tarcísio opte por não disputar a Presidência, petistas avaliam que o governador do Paraná, Ratinho Junior (PSD), pode atrair apoio da direita, beneficiado pela popularidade do pai, o apresentador Ratinho.
Em abril, Michel Temer recebeu Ratinho Júnior, Ronaldo Caiado (União-GO) e Tarcísio. A pauta: como construir uma alternativa sólida e unificada ao projeto petista.
Alckmin, que já governou São Paulo, descarta voltar ao Bandeirantes, mas colegas sugerem seu nome ao Senado, caso não seja vice. O MDB, por sua vez, divide-se: uma ala apoia Lula, outra avalia Tarcísio ou outro nome da direita, e um terceiro grupo defende candidatura própria. O ministro dos Transportes, Renan Filho (MDB), surge como possível vice de Lula, mas deve priorizar o retorno ao governo de Alagoas.
