Eduardo vê risco de Tarcísio “enterrar bolsonarismo” e avalia candidatura própria Eduardo Bolsonaro avalia disputar a Presidência em 2026 contra Tarcísio, mesmo dos EUA, para evitar que o governador enfraqueça o bolsonarismo.
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Eduardo vê risco de Tarcísio “enterrar bolsonarismo” e avalia candidatura própria

Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo são denunciados pela PGR.
Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo são denunciados pela PGR.

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Por Redação

O parlamentar articula possível saída do PL e avalia concorrer mesmo sem anistia aprovada

O deputado Eduardo Bolsonaro (SP) passou a discutir com aliados a possibilidade de se lançar à Presidência em 2026 para enfrentar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, mesmo que seu pai, Jair Bolsonaro, decida apoiar o paulista. Para ele, uma eventual vitória de Tarcísio poderia sepultar o bolsonarismo como movimento político.

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Eduardo acredita que o ex-presidente vem sendo pressionado pelo centrão a abraçar o projeto presidencial de Tarcísio. Nos bastidores, o deputado avalia que um racha interno na direita seria inevitável nesse cenário e, por isso, cogita manter vivo o movimento com uma candidatura própria, informou a Folha.

Atualmente nos Estados Unidos, onde afirma não ter prazo para retornar ao Brasil devido ao risco de prisão, o deputado tenta articular uma anistia a alvos de decisões do ministro do STF Alexandre de Moraes, o que o beneficiaria diretamente. Mesmo em solo americano, diz a interlocutores que poderia se lançar candidato a partir do exterior, já que a legislação permite candidatura desde que o domicílio eleitoral esteja regularizado no Brasil.

Eduardo já foi indiciado pela Polícia Federal e é investigado no Supremo por suposta articulação contra autoridades brasileiras junto ao governo americano, o que pode torná-lo inelegível. Além disso, estuda deixar o PL caso Tarcísio mude para o partido, precisando encontrar uma nova legenda até abril de 2026 para viabilizar a candidatura.

Segundo aliados, o deputado trabalha com dois cenários. O primeiro seria aprovar a anistia até abril, liberando o caminho para Jair Bolsonaro concorrer. Caso o ex-presidente não esteja apto ou não queira disputar, Eduardo se colocaria como alternativa. O segundo seria concorrer mesmo sem anistia, desde que esteja elegível, com o objetivo de manter o bolsonarismo vivo, fortalecer sua bancada no Congresso e preparar terreno para 2030.

Em qualquer hipótese, Eduardo já sinalizou que não pretende apoiar o governador paulista caso ele seja confirmado como candidato.

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