Deputado diz que ex-presidente sofre sanções de Moraes mesmo sem condenação e exibe apoio de Trump
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) agradeceu, nesta segunda-feira (18), ao ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pela carta de apoio enviada a Jair Bolsonaro (PL). Em publicação na rede X, Eduardo afirmou que o documento, “entregue a mim em mãos”, trará “grande alegria” ao pai, que cumpre prisão domiciliar no Brasil.
“O presidente Jair Bolsonaro se encontra atualmente, mesmo sem qualquer condenação, proibido de dar entrevistas, de ter celular, de usar suas redes sociais, ou mesmo de se comunicar comigo, seu filho. Mesmo assim, posso garantir que esta carta, entregue a mim pessoalmente, original e devidamente assinada, lhe trará grande alegria”, disse Eduardo.
🇺🇸 45th/47th President of the United States of America, Donald J. Trump @realDonaldTrump, President Jair Bolsonaro currently finds himself, even without any conviction, prohibited from giving interviews, having a cell phone, using his social media, or even communicating with me,… pic.twitter.com/emkMAQn5T9
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) August 18, 2025
O parlamentar também afirmou que autoridades dos Estados Unidos estariam dispostas a estabelecer novas sanções ao Brasil caso seu pai continue “sofrendo perseguição política”. Ele esteve em Washington na semana passada para reuniões com assessores da Casa Branca e representantes do Departamento de Estado e do Departamento do Tesouro.
Na carta, Trump declarou acompanhar de perto a situação judicial de Bolsonaro. “Prezado sr. Bolsonaro. Eu vi o tratamento terrível que você está recebendo nas mãos de um sistema injusto que se voltou contra você. Este julgamento deveria terminar imediatamente! Não estou surpreso em vê-lo liderando as pesquisas; você foi um líder altamente respeitado e forte que serviu bem ao seu país. Estarei observando de perto”, escreveu.
O ex-presidente Jair Bolsonaro é réu no Supremo Tribunal Federal (STF). A Procuradoria-Geral da República o acusa de liderar uma organização criminosa e de tentar abolir violentamente o Estado Democrático de Direito. Também responde por tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e ameaça contra patrimônio da União.
O julgamento de Bolsonaro e aliados está marcado para 2 de setembro, conforme decisão do ministro Cristiano Zanin, relator do processo no STF.
