Deputado nos EUA precisa atingir um terço de ausências para ter mandato cassado
Apesar de acumular ausências na Câmara dos Deputados, Eduardo Bolsonaro (PL-SP) ainda está longe de perder o mandato por abandono.
O parlamentar, que permanece nos Estados Unidos articulando sanções contra autoridades brasileiras junto ao governo Donald Trump, registra até agora nove faltas em plenário, segundo dados oficiais.
Para que um deputado seja cassado por abandono, é necessário faltar a um terço das sessões de votação — o equivalente a 33% do total. Em 2024, por exemplo, foram realizadas 238 sessões, o que exigiria ao menos 79 ausências.
Em 2025, já ocorreram 150 sessões. Se até o recesso do dia 19 de dezembro forem realizadas mais três por semana, Eduardo poderia somar até 54 faltas adicionais. Ainda assim, o número seria insuficiente para caracterizar abandono.
O último caso de perda de mandato por esse motivo ocorreu com Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), preso por suspeita de envolvimento no assassinato da vereadora Marielle Franco. Em 2024, ele faltou a 74 sessões. Em 2025, registrou mais 33 ausências não justificadas, bem acima das faltas atribuídas a Eduardo até agora.
