Dólar cai após “tarifaço” de Trump e impacto no comércio global - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Economia

Dólar cai após “tarifaço” de Trump e impacto no comércio global

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Por Redação

O dólar abriu em forte queda nesta quarta-feira (5), cotado a R$ 5,81 por volta de 13h10, com uma retração de 1,85%. O recuo reflete os desdobramentos do pacote tarifário imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), em um movimento que pode escalar para uma guerra comercial.

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As negociações do câmbio no Brasil ficaram suspensas durante o feriado de Carnaval e começaram mais tarde nesta quarta, às 13h.

Trump impõe tarifas

O governo norte-americano aplicou tarifas de 25% sobre produtos do Canadá e do México, além de elevar de 10% para 20% as taxas sobre importações chinesas. A decisão já provocou reações dos países atingidos:
– Canadá: o primeiro-ministro Justin Trudeau (Liberal, centro-esquerda) anunciou tarifas recíprocas de 25%;
– México: a presidente Claudia Sheinbaum (Morena, esquerda) disse que divulgará medidas de retaliação no domingo (9.mar);
– China: Pequim adotou tarifas de 10% a 15% sobre produtos agrícolas e alimentícios dos EUA.

As novas sanções comerciais impactaram os mercados internacionais, com as principais Bolsas de Valores fechando em baixa na terça-feira (4). Embora o Brasil ainda não tenha sido diretamente afetado por uma medida específica, o governo Lula monitora a situação, sem um plano de reação definido.

Impactos econômicos

O Ministério das Relações Exteriores brasileiro avalia a dimensão de uma possível medida direcionada ao país. Enquanto isso, os mercados já precificam o impacto da disputa, que pode afetar os fluxos globais de importação e exportação.

Desde sua campanha eleitoral em 2024, Trump defende o protecionismo comercial como ferramenta política, alegando riscos à segurança nas fronteiras e o combate ao tráfico de fentanil. No entanto, suas ações geram atritos com os três maiores parceiros comerciais dos EUA e podem elevar a inflação no próprio país, refletindo nos preços para os consumidores norte-americanos.

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