O dólar abriu em forte queda nesta quarta-feira (5), cotado a R$ 5,81 por volta de 13h10, com uma retração de 1,85%. O recuo reflete os desdobramentos do pacote tarifário imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Republicano), em um movimento que pode escalar para uma guerra comercial.
As negociações do câmbio no Brasil ficaram suspensas durante o feriado de Carnaval e começaram mais tarde nesta quarta, às 13h.
Trump impõe tarifas
O governo norte-americano aplicou tarifas de 25% sobre produtos do Canadá e do México, além de elevar de 10% para 20% as taxas sobre importações chinesas. A decisão já provocou reações dos países atingidos:
– Canadá: o primeiro-ministro Justin Trudeau (Liberal, centro-esquerda) anunciou tarifas recíprocas de 25%;
– México: a presidente Claudia Sheinbaum (Morena, esquerda) disse que divulgará medidas de retaliação no domingo (9.mar);
– China: Pequim adotou tarifas de 10% a 15% sobre produtos agrícolas e alimentícios dos EUA.
As novas sanções comerciais impactaram os mercados internacionais, com as principais Bolsas de Valores fechando em baixa na terça-feira (4). Embora o Brasil ainda não tenha sido diretamente afetado por uma medida específica, o governo Lula monitora a situação, sem um plano de reação definido.
Impactos econômicos
O Ministério das Relações Exteriores brasileiro avalia a dimensão de uma possível medida direcionada ao país. Enquanto isso, os mercados já precificam o impacto da disputa, que pode afetar os fluxos globais de importação e exportação.
Desde sua campanha eleitoral em 2024, Trump defende o protecionismo comercial como ferramenta política, alegando riscos à segurança nas fronteiras e o combate ao tráfico de fentanil. No entanto, suas ações geram atritos com os três maiores parceiros comerciais dos EUA e podem elevar a inflação no próprio país, refletindo nos preços para os consumidores norte-americanos.
