O mercado financeiro brasileiro teve uma sessão de forte otimismo nesta segunda-feira (13), com o dólar encerrando abaixo da marca de R$ 5 pela primeira vez em mais de dois anos e o Ibovespa renovando máximas históricas ao superar os 198 mil pontos.
O movimento ocorreu em meio a um ambiente externo inicialmente pressionado por tensões geopolíticas no Oriente Médio, mas que perdeu força ao longo do dia após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando abertura para um possível acordo com o Irã. A leitura de uma possível distensão ajudou a reduzir a aversão ao risco nos mercados globais.
O dólar comercial à vista encerrou o dia cotado a R$ 4,997, com recuo de 0,29%. Durante a sessão, a moeda chegou a tocar R$ 4,98 na mínima intradiária, registrando o menor patamar desde março de 2024.
No acumulado do mês, a divisa já recua 3,51%, enquanto no ano a queda se aproxima de 9%. A trajetória de baixa ganhou força ao longo da tarde, revertendo a alta observada no início do pregão, quando o mercado ainda reagia à escalada de tensões no Oriente Médio.
No cenário internacional, o dólar também perdeu valor frente a outras moedas fortes, com o índice DXY em baixa, o que reforçou o movimento de desvalorização observado no Brasil.
O euro acompanhou a tendência e fechou praticamente estável, com leve queda de 0,02%, cotado a R$ 5,876 — o menor nível desde o fim de junho de 2024.
