O diretor de relações governamentais do Ranking dos Políticos Gabriel Jubran afirmou nesta segunda-feira (8) que a proposta de anistia depende diretamente de articulação com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (AP), e do posicionamento do Supremo Tribunal Federal. Em entrevista ao programa ALive, ele avaliou que, embora a Câmara dos Deputados já tenha votos suficientes, o cenário no Senado é de rejeição caso o tema seja pautado.
Ele fez uma analogia com a Copa de 1958, quando o técnico brasileiro detalhava a estratégia contra a União Soviética até que Garrincha questionou os movimentos.
“Vocês já combinaram com os russos?” Para o diretor, a situação da anistia é semelhante: “Não adianta ficar debatendo o projeto ideal e não combinar com os russos, que é o presidente Davi Alcolumbre”, disse.
Segundo ele, líderes do centrão já teriam sinalizado ao presidente do Senado que, se a anistia for pautada hoje, a tendência é de rejeição.
“O clima no Senado é: se for pautado, derruba”, afirmou.
O diretor observou que União Brasil, PP e Republicanos entraram mais abertamente nas negociações, mas que a decisão final passa por Alcolumbre. Ele acrescentou que o senador tem sugerido alternativas que precisam ser ouvidas, mesmo que deixem Jair Bolsonaro de fora.
“Para que não se mate a anistia na raiz, a gente tem que ouvir as alternativas, até mesmo porque depois o Supremo vai julgar a constitucionalidade”, disse.
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