Parlamentares comentam premiação e dizem que Corina é símbolo de resistência na Venezuela
A escolha da líder opositora venezuelana María Corina Machado como vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025 provocou forte repercussão entre políticos brasileiros de direita nesta sexta-feira (10). Nas redes sociais, parlamentares e governadores celebraram a decisão do Comitê Norueguês do Nobel e aproveitaram para criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por sua postura em relação ao regime de Nicolás Maduro.
O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) lembrou que Lula havia dito a Corina, quando ela foi impedida de disputar as eleições contra Maduro, para “parar de chorar”. “Hoje, ela ganha o Prêmio Nobel da Paz e ele segue validando uma ditadura. O tempo tem maneiras sutis de defender a verdade”, escreveu o parlamentar.
O deputado Coronel Tadeu (PL-SP) também comemorou a premiação. “María Corina Machado é a vencedora do #NobelDaPaz 2025. Símbolo da luta pacífica contra a ditadura de Maduro, representa a força de um povo que escolheu a liberdade. Que seu exemplo acenda a esperança entre nós, brasileiros!”, publicou.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), destacou o histórico de resistência da venezuelana e lembrou de sua própria experiência ao visitar o país em 2015. “Naquela ocasião, Corina nos recebeu, mas a comitiva de senadores brasileiros ficou praticamente sequestrada dentro de uma van, após ser bloqueada por militantes armados na saída do aeroporto de Caracas. Dez anos depois, o prêmio representa a vitória da liberdade sobre a opressão e o reconhecimento de uma mulher que dedica a vida à democracia”, escreveu.
Governadores reforçam apoio à líder venezuelana
Outros nomes da direita também se manifestaram. O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou que o Nobel da Paz “é um reconhecimento à resistência do povo venezuelano” e que a liderança de Corina “mostra que a busca por liberdade permanece viva”.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas também se manifestou e disse que o Nobel da Paz concedido a Maria Corina Machado tem um significado importante. “Deslegitima o regime ditatorial de Maduro e mostra que o esforço para manter viva a chama da democracia em meio à escuridão não está passando despercebido por quem milita ao lado da verdade. Que essa premiação sirva de exemplo para aqueles que vivem de narrativas, enquanto defendem esse regime execrável. E para que o Brasil se reencontre com o caminho da verdadeira liberdade.”
O deputado General Pazuello (PL-RJ) classificou a opositora como “uma verdadeira guerreira da liberdade”. “Mesmo sofrendo há anos sob o regime chavista, ela nunca se curvou à ditadura que destruiu a Venezuela — sustentada e apoiada pelo PT e pela esquerda na América Latina”, disse.
Nas publicações, parlamentares também relembraram declarações de Lula sobre o regime venezuelano. Em 2023, o petista chegou a afirmar que “o conceito de democracia é relativo” e que a Venezuela “tem mais eleições que o Brasil”. Em 2024, negou que o país vizinho fosse uma ditadura.
Para os opositores, a premiação de María Corina Machado, reconhecida por sua luta pacífica contra o autoritarismo, além de representar uma homenagem individual, é também um constrangimento político para o governo brasileiro e para seus aliados na América Latina.
