Dino barra reintegração de fazenda invadida pelo MST em PE
Brasília, Quarta, 08 de julho de 2026
Justiça

Dino barra reintegração de fazenda invadida pelo MST em PE

Ministro determinou que não haja mudança no número de ocupantes ou estruturas na área até julgamento na Corte

Flávio Dino acelera ofensiva contra 'emendas pix' após aprovação da pec das prerrogativas
Foto: Gustavo Moreno/STF

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Por Redação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino suspendeu a retomada de posse da Fazenda Brasil, em Gravatá (PE), invadida pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). A decisão foi tomada ontem (18).

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Dino determinou que não haja alteração no número de invasores nem nas estruturas existentes na área até a conclusão do julgamento do caso pela Corte.

Para embasar a liminar, o magistrado citou precedente do Supremo que estabeleceu regras para despejos e desocupações durante a pandemia da Covid-19. A decisão da Corte prevê que tribunais criem Comissões de Conflitos Fundiários para tentar mediação antes de reintegrações de posse.

O entendimento do STF também prevê comunicação prévia aos ocupantes, prazo razoável para saída e encaminhamento de pessoas em situação de vulnerabilidade para abrigos públicos.

No processo envolvendo a Fazenda Brasil, o juiz responsável pelo caso dispensou o envio à comissão de mediação e acionou diretamente a Polícia Militar para retirar o grupo invasor. Durante a operação, a PM identificou cerca de 80 barracos de madeira, lona e barro na propriedade. Segundo os autos, a invasão existe há aproximadamente 6 anos.

A decisão individual de Dino ainda será analisada pelo plenário virtual da Primeira Turma do Supremo. O julgamento está previsto para começar na próxima sexta (29). O colegiado é formado também pelos ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Cristiano Zanin.

O MST de Pernambuco divulgou nas redes sociais a invasão. Segundo o movimento invasir, a fazenda, que pertencente a um médico, estaria improdutiva e passou a ser usada para a “produção de alimentos saudáveis que abastecem a cidade e a região”.

“Como forma de denunciar a improdutividade da propriedade, nós do Movimento Sem Terra queremos a completa desapropriação da área, para elevar a propriedade a uma grande produtora de alimentos para o povo gravataense”, afirmou o grupo invasor.

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