Dino convoca audiência no STF sobre emendas - Claudio Dantas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Dino convoca audiência no STF sobre emendas

Despacho mantém monitoramento sem prazo e impõe novas exigências sobre execução orçamentária

Flávio Dino acompanha Alexandre de Moraes e reforça maioria no STF para manter cumprimento de penas de Bolsonaro e aliados

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino determinou a continuidade do monitoramento sobre a execução de emendas parlamentares e adotou novas medidas relacionadas ao processo orçamentário.

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No despacho, o relator afirma que não há prazo definido para o encerramento da atuação da Corte no caso.

“NÃO HÁ há prazo determinado para o encerramento do monitoramento instaurado nesta ação”, escreveu Dino.

A decisão ocorre no âmbito da ADPF 854, que trata da transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares. O ministro aponta que o acompanhamento judicial seguirá até que o modelo seja considerado adequado.

O despacho também lista medidas já implementadas sob supervisão do STF. Entre elas, a obrigatoriedade de contas bancárias específicas para emendas, a proibição de saques em espécie e a exigência de publicação de dados no Portal da Transparência.

Outro ponto destacado é a determinação para que estados e municípios adequem seus processos orçamentários ao modelo federal, com base em lei complementar e decisões da Corte.

O ministro afirma que o caso envolve um “processo estrutural” e justifica a atuação contínua do Judiciário sobre o tema.

“Enquanto tal estágio não é alcançado, o monitoramento jurisdicional não constitui faculdade, mas autêntico dever”, escreveu.

Dino também indicou a necessidade de avaliar a eficácia das emendas parlamentares na execução de políticas públicas. Segundo ele, há indícios de baixa transparência e dificuldades na destinação dos recursos.

“Não é admissível, em um cenário de escassez de recursos públicos, que a destinação de emendas parlamentares se dissocie de um adequado planejamento”, afirmou.

Como próximo passo, o ministro convocou uma audiência no STF para discutir estudos sobre o tema e subsidiar novas decisões da Corte.

“CONVOCO Audiência de Contextualização […] com vistas a subsidiar novas deliberações desta Corte”, registrou.

A audiência está marcada para 13 de maio de 2026 e contará com representantes da AGU, Congresso Nacional, PGR e especialistas convidados.

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