A ex-presidente Dilma Rousseff (PT), atual chefe do Banco do Brics, voltou a protagonizar mais uma cena “histórica” nesta terça-feira (13), ao apresentar durante evento na China um mapa-múndi com o Brasil no centro e o hemisfério Sul posicionado para cima. A exibição da versão “de cabeça para baixo”, lançada pelo IBGE na semana passada, foi feita ao lado do presidente do instituto, Marcio Pochmann.
A inversão geográfica segue uma linha simbólica totalmente ideológica, que busca reposicionar o chamado Sul Global no protagonismo geopolítico. Em mensagem publicada na segunda-feira (12), Pochmann exaltou a recepção ao novo mapa.
“A publicação do novo mapa-múndi pelo IBGE alcançou êxito instantâneo, considerando o importante debate aberto e destravado sobre o Brasil diante da nova geopolítica global impulsionada pela emergência do Sul Global”.
O IBGE já havia tentado “reposicionar” o Brasil no centro do mundo em abril de 2024, ao lançar outra versão do mapa, desta vez sem a inversão dos polos. O novo modelo, porém, reacende o uso ideológico de representações geográficas, sob comando de figuras ligadas à ala ideológica do PT.
Além disso, a tentativa anterior já havia sido marcada por erros técnicos graves. A 9ª edição do Atlas Geográfico Escolar, na qual o mapa foi incluído, trocou datas dos períodos Jurássico e Cretáceo, uma diferença de 70 milhões de ano, além de apresentar informações equivocadas sobre a separação dos continentes e cronologia geológica. O IBGE foi forçado a emitir um comunicado reconhecendo as falhas.
