Mais da metade dos analfabetos do Brasil vive no Nordeste, segundo a Pnad Contínua Educação 2025, divulgada nesta sexta-feira (19) pelo IBGE. O levantamento mostra que o país tem 8,4 milhões de analfabetos com 15 anos ou mais, o equivalente a 4,9% da população nessa faixa etária.
O IBGE considera analfabetas as pessoas que não sabem ler e escrever um bilhete simples. Do total, 4,8 milhões estão no Nordeste, região que registra taxa de analfabetismo de 10,6%. Apesar de seguir concentrando a maior parcela dos analfabetos do país, o índice recuou em relação a 2024, quando era de 11,1%.
Na sequência, segundo o instituto, aparecem as regiões Norte (5,7%), Centro-Oeste (3,3%), Sul (2,4%) e Sudeste (2,3%).
A taxa nacional de analfabetismo caiu para 4,9% em 2025, o menor patamar da série histórica iniciada em 2016 e a primeira vez que o indicador fica abaixo de 5%.
A população com 60 anos ou mais concentra 58% dos analfabetos do país. São 4,9 milhões de pessoas que não sabem ler nem escrever um bilhete simples.
Entre os idosos, a taxa de analfabetismo das mulheres ficou em 13,7%, abaixo da registrada entre os homens, de 14,1%. É a primeira vez que isso ocorre na série do IBGE.
Desconsiderando a população idosa, a taxa de analfabetismo cai para 2,6% entre pessoas de 15 a 59 anos.
A pesquisa também aponta que os maiores índices de abandono escolar ocorrem a partir dos 16 anos. Nessa idade, 18,5% deixaram a escola. Aos 17 anos, o percentual sobe para 20,0%, enquanto aos 18 anos alcança 17,6%. Outro dado do levantamento mostra que 25,6% dos jovens de 14 a 29 anos não têm interesse em estudar.
Entre as mulheres de 14 a 29 anos, os principais motivos para abandonar os estudos são trabalho (26,2%) e gravidez (24,7%), segundo o IBGE.
