O Brasil registrou aumento sazonal no número de pessoas sem trabalho nos três meses até abril, e a taxa de desemprego ficou em 5,8% no período. Os dados foram divulgados nesta manhã (28) pelo IBGE e fazem parte da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua).
Segundo o IBGE, o resultado representa queda em relação à taxa de 6,1% dos três meses até março, mas alta na comparação com o trimestre imediatamente anterior, até janeiro, quando foi de 5,4%. No mesmo período do ano anterior, a taxa de desemprego havia sido de 6,6%. A expectativa em pesquisa da Reuters era de uma leitura de 5,9%.
“O aumento da desocupação nesse trimestre móvel (ante o trimestre imediatamente anterior) decorre essencialmente de comportamento sazonal de algumas atividades, tais como comércio e serviços pessoais que, após aquecimento no final de 2025, não retêm parcela de seus trabalhadores”, disse a coordenadora da pesquisa no IBGE, Adriana Beringuy.
Nos três meses até abril, houve alta de 8,0% no total de desempregados na comparação com o trimestre até janeiro, chegando a 6,322 milhões. No entanto, o contingente caiu 11,3% ante o mesmo período de 2025.
Já o total de ocupados recuou 0,3% na comparação com os três meses imediatamente anteriores, para 102,333 milhões, mas ainda cresceu 1,1% ante o mesmo período do ano anterior.
“Embora registrando perda de ocupação na comparação trimestral, o mercado de trabalho segue com elevado nível de ocupação quando comparado com anos anteriores da série histórica”, disse Beringuy. “Isso indica que, mesmo diante do recuo sazonal, a geração de trabalho e renda se mantém sustentada”.
Os trabalhadores com carteira assinada no setor privado registraram queda de 0,2% no trimestre até abril em relação aos três meses imediatamente anteriores, enquanto os sem carteira tiveram queda de 1,1%.
O rendimento real de todos os trabalhos permaneceu, de acordo com o IBGE, em patamar recorde de R$3.732, com alta de 0,3% sobre o trimestre até janeiro e de 5,3% na comparação anual.