O deputado federal Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PL-SP) afirmou que houve pressão do STF sobre o presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep-PB), para adiar a votação do projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023. Em sua participação no programa Alive, nesta quarta-feira (3), o parlamentar disse que esperava que a votação tivesse ocorrido há seis meses..
“Não podemos condenar essa iniciativa”, disse o deputado sobre a articulação para pautar a anistia. Ele, no entanto, criticou o que chamou de “interferência visível” do STF nos trabalhos legislativos. “O Motta cedeu [à pressão do Supremo] e violou o compromisso que ele tinha de pautar anistia”, afirmou.
Para o parlamentar, “ganhar tempo significa ganhar”, e cada dia que passa sem a votação é uma vitória do governo Lula e da Corte.
Luiz Philippe expressou a esperança de que a anistia esteja próxima de ser votada, o que, segundo ele, marcaria o fim de um “regime prejudicial ao Brasil”.
O deputado também citou a pressão externa do governo do EUA para inocentar Bolsonaro e a mobilização interna no Congresso, como fatores que podem influenciar o resultado do julgamento sobre a suposta tentativa de golpe.
“O governo se sustenta numa narrativa falsa, uma vez que você desmorona, desmonta as narrativas e de fato condena qualquer tipo de ação em prol de manter a narrativa”, concluiu.
