Liberação ocorre após lei aprovada pelo Congresso e sancionada por Donald Trump
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos iniciou nesta sexta-feira (19) a divulgação de documentos relacionados às investigações contra o bilionário Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais e acusado de comandar um esquema de tráfico de menores.
A liberação ocorre após a aprovação de uma lei pelo Congresso que determinou a publicidade dos arquivos.
A legislação foi aprovada em 18 de novembro e sancionada no dia seguinte pelo presidente dos EUA, Donald Trump (Republicano), estabelecendo prazo de 30 dias para a divulgação de documentos não confidenciais.
O texto determina que informações não podem ser mantidas sob sigilo por motivos de “constrangimento, dano à reputação ou sensibilidade política”, mas autoriza a ocultação temporária de trechos que possam comprometer investigações ou processos judiciais em curso.
O Departamento de Justiça publicou um portal com transcrições de depoimentos, registros judiciais e outros documentos do caso. Segundo o secretário-adjunto da pasta, Todd Blanche, o material será liberado em etapas.
“Espero que divulguemos mais documentos nas próximas semanas. Hoje, algumas centenas de milhares, e depois mais algumas centenas de milhares”, afirmou à Fox News.
Blanche disse ainda que a divulgação busca equilibrar transparência e proteção às vítimas.
“Há muita gente de olho nisso e queremos garantir que, ao divulgar o material, estejamos protegendo todas as vítimas”, declarou.
A abertura dos arquivos ocorre após meses de disputas políticas e pressão de aliados do Partido Republicano, que cobravam a divulgação integral do material. Ao sancionar a lei, Trump afirmou que o caso vinha sendo explorado por adversários políticos.
