Alerta: Moraes e delegado Shor podem pegar até 30 anos nos EUA
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Brasil

Alerta: Moraes e delegado Shor podem pegar até 30 anos nos EUA

EUA confirmam que registro usado pelo STF para prender Felipe Martins é falso; advogado Jeffrey Chiquini denuncia prisão baseada em documentos fraudulentos Foto: Reprodução
EUA confirmam que registro usado pelo STF para prender Felipe Martins é falso; advogado Jeffrey Chiquini denuncia prisão baseada em documentos fraudulentos Foto: Reprodução

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Por Redação

Chiquini afirma que prisão se baseou em registro falso criado em 2024 e na “força política” contra o ex-assessor

O Departamento de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP) confirmou oficialmente, nesta sexta-feira (10), que Filipe Martins nunca entrou nos EUA na data citada em documentos usados pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para justificar sua prisão preventiva.

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A confirmação expõe uma fraude que prolongou a prisão do ex-assessor e reforça a tese da defesa de que a acusação se baseou em provas falsas.

Em nota, o CBP informou ter feito uma “revisão minuciosa de todas as evidências disponíveis” e concluiu que Martins “não ingressou nos Estados Unidos em 30 de dezembro de 2022”.

O órgão americano destacou ainda que o registro foi inserido incorretamente em seu sistema, abriu investigação interna e reforçou que “condena qualquer uso indevido desse registro falso para justificar condenações ou prisões”, reafirmando o compromisso com “a integridade dos sistemas fronteiriços e com os princípios de justiça e direitos humanos”.

EUA reconhecem fraude em registro de entrada de Filipe Martinsfoto: Reprodução
EUA reconhecem fraude em registro de entrada de Filipe Martins
foto: Reprodução

“Essa constatação contradiz diretamente as afirmações feitas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, indivíduo recentemente sancionado pelos Estados Unidos por violações de direitos humanos contra o povo brasileiro”, diz o comunicado do CBP.

O advogado Jeffrey Chiquini, responsável pela defesa de Filipe Martins, afirmou que a confirmação do CBP apenas reforça o que já vinha sendo denunciado desde o início: a prisão se baseou em provas fabricadas.

Segundo ele, o documento falso foi incluído no sistema americano mais de um ano após a suposta viagem, e mesmo assim foi utilizado para prolongar a prisão do ex-assessor.

“Olha só, nós trouxemos esses documentos de Uber e de celular da Tim. Agora, a polícia tem isso desde sempre. Descobrimos que a Polícia Federal tem a geolocalização da Uber e da Tim do Filipe Martins desde janeiro de 2023, fevereiro de 2023. Então, desde sempre eles sabiam. Esse documento falso que o sistema migratório se manifestou só surgiu no sistema americano em abril de 2024. Ou seja, eles dizem que o Filipe Martins entrou nos Estados Unidos em dezembro de 2022, mas esse registro só aparece no sistema em abril de 2024. É aí que está o grande problema”, afirmou o advogado.

Chiquini destacou ainda que a defesa chegou a ser destituída do processo na véspera da divulgação oficial do documento americano, o que considerou um indício de que “a bomba já era esperada”.

“Nós já sabíamos que na sexta-feira viria essa bomba. É até um dos motivos que imaginamos que fomos destituídos do processo. Quando fomos retirados na quinta à noite, pensamos: será que vazou a informação de que o governo americano iria se manifestar oficialmente sobre o documento falso do Filipe? Mas não. O ministro nos restituiu ao processo e, logo depois, veio essa informação.”

O advogado descreveu o caso como “muito grave”, afirmando que Martins foi “preso por uma viagem que não fez, processado por uma minuta que não existe e julgado por uma reunião que não participou”.

Ele também criticou o encaminhamento feito por Alexandre de Moraes da solicitação da Procuradoria-Geral da República (PGR) ao delegado Fábio Shor, chamando o ato de “erro técnico sem precedentes”.

“Nunca se encaminha um pedido do Ministério Público a um delegado. Isso foge totalmente da hierarquia legal. O delegado, então, apresentou um documento dizendo que existia registro migratório americano da entrada do Filipe nos EUA. Esse documento é falso. E foi ele que manteve o Filipe Martins preso por mais cinco meses, totalizando seis meses de prisão com base em uma prova fraudulenta”, relatou.

Chiquini também afirmou que há investigações em curso nos Estados Unidos para identificar os responsáveis pela inclusão do registro falso e indicou que “quatro nomes já estão sendo apurados”.

“É grave o que está acontecendo. Temos informações de senadores americanos que relatam que há, inclusive, uma força política atuando contra o Filipe Martins dentro dos Estados Unidos, por parte da esquerda. É uma guerra inglória”, disse.

De acordo com ele, a imprensa tradicional tenta agora justificar a existência do documento, em vez de reconhecer o erro.

“Pelo menos agora está provado que o documento é falso, muito embora a imprensa tradicional tente achar motivos para a sua existência. Ao invés de simplesmente admitirem que foi um equívoco incluir o nome do Filipe nas investigações, criaram outra narrativa para mantê-lo no processo. Hoje, a acusação contra ele é de ter elaborado uma ‘minuta fantasma’, porque ela não existe.”

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