Advogado afirma que ex-ajudante de ordens apenas complementou informações a pedido da PF
A defesa do tenente-coronel Mauro Cid afirmou nesta hoje (2) que os 11 depoimentos prestados pelo ex-ajudante de ordens não indicam falha na delação premiada.
O ministro Luiz Fux, da Primeira Turma do STF, havia questionado a quantidade de oitivas como fator a ser analisado no processo sobre o suposto plano de golpe de Estado.
Ao magistrado, o advogado Jair Alves Pereira declarou:
“Ele fez uma colaboração e deu, acho que, até mais de 11 depoimentos. Inúmeras vezes, ele foi chamado na polícia para reconhecer pessoas, locais, endereços. Nem sempre para prestar depoimentos.”
Segundo o defensor, as declarações principais ocorreram nos três primeiros dias, e os demais registros foram complementações solicitadas pela Polícia Federal.
Fux então indagou se Cid havia apenas comparecido para reconhecimentos, ao que o advogado confirmou: “Isso mesmo.”
Jair Alves Pereira ainda advertiu:
“Não seria justo que o Estado agora, depois de tudo isso, (…) diga que vai condená-lo. Se fizermos isso, acabou o instituto da delação premiada. Ou ele não vale, ou ele vale.”
Cid é réu no processo junto a outros sete acusados, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, ex-ministros militares e o deputado Alexandre Ramagem. Eles respondem a crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.
O julgamento do chamado núcleo central do caso foi marcado para cinco sessões entre os dias 2 e 12 de setembro, sob relatoria do ministro Cristiano Zanin.
