Defesa de Cid diz que múltiplos depoimentos não invalidam delação
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Justiça

Defesa de Cid diz que múltiplos depoimentos não invalidam delação

Defesa de Mauro Cid defende validade de delação premiada e nega coação da PF e Moraes para fechar acordo
Defesa de Mauro Cid defende validade de delação premiada e nega coação da PF e Moraes para fechar acordo

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Advogado afirma que ex-ajudante de ordens apenas complementou informações a pedido da PF

A defesa do tenente-coronel Mauro Cid afirmou nesta hoje (2) que os 11 depoimentos prestados pelo ex-ajudante de ordens não indicam falha na delação premiada.

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O ministro Luiz Fux, da Primeira Turma do STF, havia questionado a quantidade de oitivas como fator a ser analisado no processo sobre o suposto plano de golpe de Estado.

Ao magistrado, o advogado Jair Alves Pereira declarou:
“Ele fez uma colaboração e deu, acho que, até mais de 11 depoimentos. Inúmeras vezes, ele foi chamado na polícia para reconhecer pessoas, locais, endereços. Nem sempre para prestar depoimentos.”

Segundo o defensor, as declarações principais ocorreram nos três primeiros dias, e os demais registros foram complementações solicitadas pela Polícia Federal.

Fux então indagou se Cid havia apenas comparecido para reconhecimentos, ao que o advogado confirmou: “Isso mesmo.”

Jair Alves Pereira ainda advertiu:
“Não seria justo que o Estado agora, depois de tudo isso, (…) diga que vai condená-lo. Se fizermos isso, acabou o instituto da delação premiada. Ou ele não vale, ou ele vale.”

Cid é réu no processo junto a outros sete acusados, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro, ex-ministros militares e o deputado Alexandre Ramagem. Eles respondem a crimes como organização criminosa armada, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado.

O julgamento do chamado núcleo central do caso foi marcado para cinco sessões entre os dias 2 e 12 de setembro, sob relatoria do ministro Cristiano Zanin.

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