A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro negou, nesta quinta-feira (21), que ele tenha descumprido as medidas cautelares impostas pelo STF . Em nota à imprensa, os advogados também se disseram “surpresos” com o novo indiciamento da PF, que acusa Bolsonaro e Eduardo de atuarem com os EUA para coagir o Judiciário e barrar a investigação sobre a suposta tentativa de golpe.
“A defesa do Presidente Bolsonaro recebeu com surpresa, na data de ontem, a decisão de seu formal indiciamento pela Polícia Federal”, diz a nota.
Os advogados afirmaram que os elementos apontados na decisão serão esclarecidos no prazo dado pelo ministro Alexandre de Moraes e que “jamais houve o descumprimento de qualquer medida cautelar previamente imposta”.
A defesa de Bolsonaro tem até às 20h34 de sexta-feira (22) para entregar as explicações a Moraes, que em sua decisão cita “condutas ilícitas e a existência de comprovado risco de fuga”. A PF indiciou pai e filho pelos crimes de coação no curso do processo e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.
O novo indiciamento ocorre após a PF identificar o “risco de fuga” do ex-presidente, por meio de um documento que continha um pedido de asilo político para a Argentina. No arquivo, Bolsonaro se diz alvo de “perseguição política” e de “diversas medidas cautelares”.
O relatório já foi enviado à PGR, que decidirá se oferece denúncia, pede diligências complementares ou arquiva a investigação.
Leia a íntegra da nota da defesa de Bolsonaro
A defesa do Presidente Bolsonaro recebeu com surpresa, na data de ontem, a decisão de seu formal indiciamento pela Polícia Federal.
Os elementos apontados na decisão serão devidamente esclarecidos dentro do prazo assinado pelo Ministro relator, observando-se, desde logo, que jamais houve o descumprimento de qualquer medida cautelar previamente imposta.
