Além da queda, advogados citam múltiplas comorbidades de Bolsonaro
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) voltou a solicitar prisão domiciliar humanitária para o ex-presidente. No pedido encaminhado a Alexandre de Moraes, os advogados afirmam que Jair precisa da “presença contínua de um cuidador ou profissional de saúde”.
O documento, direcionado ontem (13) ao ministro do STF, cita a queda sofrida pelo ex-presidente na última semana e também pede, em caráter de urgência, avaliação médica independente sobre a compatibilidade do estado clínico com a cela na qual Bolsonaro está preso.
O ex-presidente está detido na Superintendência da PF em Brasília desde 22 de novembro do ano passado. A defesa alerta que a cela “potencializa os riscos inerentes ao seu estado de saúde”, já que o ex-presidente apresenta “vulnerabilidade clínica permanente”.
O pedido detalha problemas de saúde, incluindo “risco concreto de quedas, confusão mental, episódios súbitos de descompensação cardiovascular, crises hipertensivas, eventos aspirativos, obstruções intestinais e traumatismos secundários”, que exigem “acompanhamento contínuo, vigilância clínica permanente e acesso imediato a atendimento hospitalar especializado”.
Segundo os advogados de Bolsonaro, o ambiente prisional não oferece a presença contínua de um cuidador, necessária para intervir preventivamente em caso de síncope ou perda de equilíbrio.
“[Bolsonaro] Não consegue se firmar sozinho, encontrando-se em risco elevado de quedas, inclusive durante deslocamentos simples, como no trajeto noturno ao banheiro”, afirmam no pedido.
A defesa do ex-presidente diz , no pedido, que “o ambiente domiciliar ou hospitalar permite a adoção de medidas preventivas elementares, tais como cama com grades, piso adequado, iluminação permanente, presença de cuidador ou profissional de saúde junto ao leito, todos capazes de reduzir significativamente riscos que, no cárcere, são estruturalmente inevitáveis”.
Ainda de acordo com a defesa, a queda do ex-presidente na cela da PF, onde acabou sofrendo traumatismo craniano leve, demonstra que o risco à saúde de Bolsonaro tornou-se “uma realidade objetiva”.
Após o acidente, ele recebeu atendimento médico pela PF apenas na manhã seguinte e Moraes só autorizou a ida do ex-mandatário ao hospital 24 horas depois da queda.
