Defesa de Bolsonaro chama caso da arma apreendida de “criminalmente acromático”
Brasília, Quarta, 24 de junho de 2026
Justiça

Defesa de Bolsonaro chama caso da arma apreendida de “criminalmente acromático”

Bolsonaro é preso e STF considera violação de cautelares
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

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Por Redação

A defesa de Jair Bolsonaro (PL) afirmou ontem (23) que o ex-presidente esclareceu todas as dúvidas no inquérito que investiga a apreensão de uma arma registrada em seu nome e encontrada com o militar Estácio Leite da Silva Filho durante uma blitz no Distrito Federal (DF).

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A manifestação foi feita pelo advogado Paulo Cunha Bueno em post na rede social X, após o depoimento prestado por Jair à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), que durou 5 minutos.

Segundo o advogado, Bolsonaro “esclareceu todas as questões à guisa da resposta apresentada por escrito ao ministro Alexandre de Moraes, dias atrás”. Afirmou ainda que a arma é de propriedade do ex-presidente, estava regularmente registrada e deveria permanecer em sua residência, já que não havia ordem de cancelamento ou entrega do armamento.

A defesa do ex-presidente sustenta que a pistola foi entregue a um integrante da equipe de segurança para verificação de uma suposta falha mecânica identificada pelo próprio Bolsonaro ao manusear o equipamento.

Segundo Cunha Bueno, o objetivo era identificar o defeito para posterior reparo e devolução ao local de custódia. “Sobre a arma, ao manusear o presidente constatou a existência de defeito, razão porque solicitou a um dos seus seguranças, sargento do Exército com expertise de manutenção daquele modelo, que verificasse qual problema”, afirmou.

A defesa nega irregularidade e classifica o episódio como “criminalmente acromático”. “Em momento algum houve intuito de descumprir qualquer determinação legal”, afirmou.

O advogado disse ainda esperar o arquivamento do inquérito conduzido pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF).

CONFIRA A DECLARAÇÃO COMPLETA DE BUENO:

“Acompanhei, na tarde de hoje, o Presidente Bolsonaro em seu depoimento sobre o episódio que envolveu o encontro de uma arma de fogo, registrada em seu nome, em posse de um de seus seguranças, durante blitz policial. O Presidente esclareceu todas as questões à guisa da resposta apresentada por escrito ao Ministro Alexandre de Moraes, dias atrás. A arma era de sua propriedade, estava devidamente registrada e, tendo em vista que não houve determinação de cancelamento de seu registro e entrega da arma, a mesma deveria, de fato, estar em seu endereço residencial, onde hodiernamente se encontra custodiado. Sobre a arma, ao manusear o Presidente constatou a existência de defeito, razão porque solicitou a um dos seus seguranças, sargento do exército com expertise de manutenção daquele modelo, que verificasse qual problema. Em momento algum houve intuito de descumprir qualquer determinação legal, sendo certo que se trata de episódio criminalmente acromático. Aguardamos que o inquérito, em trâmite na Polícia Civil do Distrito Federal, seja, em breve, arquivado”.

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