Bolsonaro presta depoimento hoje sobre arma apreendida em blitz
Brasília, Terça, 23 de junho de 2026
Política

Bolsonaro presta depoimento hoje sobre arma apreendida em blitz

Oitiva será realizada na residência do ex-presidente

Bolsonaro
Foto: Reprodução

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Por Redação

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestará depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) na tarde desta terça-feira (23), a partir das 15h, no inquérito que investiga a apreensão de uma arma registrada em seu nome durante uma blitz realizada em Brasília na semana passada.

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A oitiva ocorrerá na residência de Bolsonaro, onde ele cumpre prisão domiciliar, após autorização concedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

A Polícia Civil havia solicitado que o depoimento fosse realizado por videoconferência, mas o magistrado determinou que os investigadores se deslocassem até o endereço do ex-presidente.

Na decisão, Moraes afirmou que a oitiva deve ocorrer presencialmente porque Bolsonaro está submetido a restrições que impedem o uso de meios de comunicação eletrônicos.

A apreensão da Glock calibre 9 milímetros de Bolsonaro ocorreu em um veículo conduzido pelo militar Estácio Leite da Silva Filho, integrante da equipe de segurança do ex-presidente. O armamento foi recolhido durante uma abordagem da Polícia Militar do Distrito Federal por estar sem o Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF), documento obrigatório para o transporte.

Em depoimento à polícia, o militar afirmou que a pistola era levada para manutenção e que seria posteriormente devolvida a Bolsonaro.

Ao autorizar a oitiva, Moraes também registrou que uma tentativa anterior de intimar pessoalmente o ex-presidente não foi concluída. Segundo ofício encaminhado ao Supremo, a equipe policial não conseguiu efetivar a intimação porque integrantes da escolta responsável pela segurança de Bolsonaro impediram o cumprimento do ato.

Ao ser questionada pelo ministro sobre a apreensão, a defesa de Bolsonaro afirmou que a equipe de segurança retirou um componente da arma que ele tinha em casa com o objetivo de torná-la inoperante. Diz ainda que a medida foi adotada porque os medicamentos psiquiátricos que Bolsonaro toma afetam sua “cognição”.

“Embora possuísse regularmente o armamento, as medicações psiquiátricas que vinham sendo ministradas ao Peticionário (Bolsonaro), capazes de afetar sua cognição — e que, inclusive, foram determinantes no episódio do rompimento da tornozeleira eletrônica —, levaram sua equipe de segurança, sem seu conhecimento prévio, a retirar o percussor da arma, tornando-a inoperante”, diz a peça apresentada a Moraes.

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