Analistas do Alive defendem aplicação de leis já existentes
Nesta segunda-feira (11), o programa Alive, apresentado por Claudio Dantas no YouTube, discutiu denúncias de exploração de menores na produção de conteúdo digital, com foco no caso do influenciador Hytalo Santos. O debate partiu do vídeo publicado pelo youtuber Felca, que já ultrapassa 15 milhões de visualizações.
A analista política Júlia Lucy afirmou que “não falta lei no Brasil” para punir crimes de exploração infantil. Segundo ela, “o Estatuto da Criança e do Adolescente já veda esse tipo de conduta” e “a pedofilia já é crime, assim como o uso do corpo de menores para prostituição e lucro”. Lucy apontou que “o fato de vídeos assim circularem mostra que a polícia não está atuando onde deveria atuar”.
Para a analista, a criação de novas leis voltadas ao ambiente digital pode “servir de justificativa para limitar a liberdade de expressão”. “Temos que tomar muito cuidado. Quando estamos em um ambiente socialista, a criança não é da família, ela é do Estado”, disse, ao criticar a falta de avanço na regulamentação da educação domiciliar.
Ela citou também a votação sobre a castração química de pedófilos: “A esquerda votou contra. Na hora de trazer consequências reais para quem pratica o crime, não existe essa preocupação”.
O analista internacional Marcos Degaut declarou que há, há pelo menos 30 anos, um “processo de desconstrução do tecido social” e que a esquerda busca “manipular jovens e crianças para que cresçam críticos do capitalismo e dos valores da família”. Segundo ele, “o resultado é a degeneração moral do Brasil”. Degaut ainda criticou ministros do STF e os presidentes da República, do Senado e da Câmara, afirmando que eles representam “o reflexo de uma sociedade que nós não queremos”.
Claudio Dantas questionou a reação do governo às denúncias. “Se um cidadão comum consegue fazer isso, por que a polícia não faz? Eu esperava que o ministro da Justiça acionasse a Polícia Federal para investigar, mas a resposta foi anunciar uma nova lei para regular as redes sociais”, disse.
No vídeo publicado pelo youtuber, Felca reforça que o Brasil é um dos países que mais produzem conteúdo com exploração infantil no mundo. “Eu atribuo no meu senso comum que isso venha pela desigualdade social e pela falta de punição”, afirma.
Investigação contra Hytalo Santos
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) investiga Hytalo Santos desde 2024 por possível exploração de menores nos conteúdos que publica. Conhecido por vídeos ao lado de crianças e adolescentes — alguns menores de idade —, ele tem mais de 20 milhões de seguidores.
