Dantas: “STF deveria afastar Moraes como fez com Toffoli”
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Dantas: “STF deveria afastar Moraes como fez com Toffoli”

Jornalista cobra plenário para retirar ministro do inquérito das Fake News após operação contra auditores da Receita

No Alive, Claudio Dantas afirma que STF deveria afastar Alexandre de Moraes do inquérito das Fake News, como ocorreu com Toffoli no caso Master

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

Durante o programa Alive, exibido hoje (18) no YouTube, o jornalista Claudio Dantas afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) deveria afastar o ministro Alexandre de Moraes da condução do inquérito das Fake News, nos mesmos moldes da decisão adotada no caso do Banco Master, que levou à saída de Dias Toffoli da relatoria.

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Dantas comentou a nota divulgada pela Unafisco, entidade que representa os auditores fiscais, após a operação determinada por Moraes contra quatro servidores da Receita Federal. A entidade afirmou que “sanções cautelares extremas exigem fundamentação robusta e lastro probatório consistente, especialmente quando ainda não há conclusão técnica definitiva” e defendeu a “observância do devido processo legal”.

Para o apresentador, a decisão do ministro expôs os auditores e colocou em risco a própria instituição. Ele afirmou que, ao decretar medidas cautelares sem respaldo definitivo, Moraes “está colocando em questão a própria instituição do Supremo”. Segundo Dantas, o plenário deveria agir como fez no episódio envolvendo Toffoli e exigir o afastamento do ministro da relatoria.

“O mínimo que vocês deveriam fazer agora é exigir o Alexandre Moraes”, disse. Ele declarou que, se o Supremo não adotar providências internas, seus integrantes se tornam “cúmplices de todos os crimes que estão sendo cometidos”.

O jornalista também citou trecho da nota da Unafisco segundo o qual “os auditores-fiscais não podem ser submetidos à exposição pública, sob pena de enfraquecimento da credibilidade das instituições e do próprio Estado de Direito”. Para Dantas, o posicionamento da entidade demonstra que há questionamentos institucionais à condução das medidas.

Ao ampliar a crítica, ele afirmou que o caso ultrapassou o campo técnico. “Não é mais uma questão técnica e jurídica. É uma questão política e policial”, declarou. Dantas mencionou ainda a existência de contrato entre o Banco Master e a esposa de Moraes e disse que, diante desse contexto, o ministro “não tem condição de permanecer na frente desse inquérito”.

Ele concluiu defendendo que o Supremo adote medida semelhante à tomada no caso Toffoli. “O mínimo que o STF poderia fazer é o que fez com o Toffoli”, afirmou.

Assista ao programa na íntegra

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