Durante o programa Alive, exibido hoje (18) no YouTube, o jornalista Claudio Dantas afirmou que o Supremo Tribunal Federal (STF) deveria afastar o ministro Alexandre de Moraes da condução do inquérito das Fake News, nos mesmos moldes da decisão adotada no caso do Banco Master, que levou à saída de Dias Toffoli da relatoria.
Dantas comentou a nota divulgada pela Unafisco, entidade que representa os auditores fiscais, após a operação determinada por Moraes contra quatro servidores da Receita Federal. A entidade afirmou que “sanções cautelares extremas exigem fundamentação robusta e lastro probatório consistente, especialmente quando ainda não há conclusão técnica definitiva” e defendeu a “observância do devido processo legal”.
Para o apresentador, a decisão do ministro expôs os auditores e colocou em risco a própria instituição. Ele afirmou que, ao decretar medidas cautelares sem respaldo definitivo, Moraes “está colocando em questão a própria instituição do Supremo”. Segundo Dantas, o plenário deveria agir como fez no episódio envolvendo Toffoli e exigir o afastamento do ministro da relatoria.
“O mínimo que vocês deveriam fazer agora é exigir o Alexandre Moraes”, disse. Ele declarou que, se o Supremo não adotar providências internas, seus integrantes se tornam “cúmplices de todos os crimes que estão sendo cometidos”.
O jornalista também citou trecho da nota da Unafisco segundo o qual “os auditores-fiscais não podem ser submetidos à exposição pública, sob pena de enfraquecimento da credibilidade das instituições e do próprio Estado de Direito”. Para Dantas, o posicionamento da entidade demonstra que há questionamentos institucionais à condução das medidas.
Ao ampliar a crítica, ele afirmou que o caso ultrapassou o campo técnico. “Não é mais uma questão técnica e jurídica. É uma questão política e policial”, declarou. Dantas mencionou ainda a existência de contrato entre o Banco Master e a esposa de Moraes e disse que, diante desse contexto, o ministro “não tem condição de permanecer na frente desse inquérito”.
Ele concluiu defendendo que o Supremo adote medida semelhante à tomada no caso Toffoli. “O mínimo que o STF poderia fazer é o que fez com o Toffoli”, afirmou.
