Dani Marques defende mulher como 'indivíduo econômico', não como 'vítima'
Brasília, Segunda, 13 de julho de 2026
Política

ALive: Dani Marques defende mulher como ‘indivíduo econômico’, não como ‘vítima’

Para a ex-presidente da Caixa, fortalecer a mulher é fortalecer a família

Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

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Por Gianlucca Gattai

Jornalista político e assuntos internacionais.

Em entrevista ao programa ALive desta segunda-feira (13), a ex-presidente da Caixa Daniella Marques afirmou que um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) tratará a mulher como um “indivíduo econômico” e “não é como vítima da sociedade”. O senador, pré-candidato à Presidência, já anunciou uma série de propostas voltadas ao público feminino.

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Cotada para ser vice na chapa de Flávio, Dani Marques integra a equipe responsável pela agenda econômica da pré-campanha do senador.

Segundo Marques, promover a independência financeira das mulheres e adotar medidas voltadas a esse público não representa uma pauta “identitária”, mas uma resposta à realidade vivida por elas. Defendeu ainda o “reconhecimento da mulher como indivíduo econômico” e afirmou que fortalecê-las como base da família é “fortalecer a família”.

Marques comentou o plano “Brasil por Elas”, de Flávio e elaborado com sua participação, que pretende apresentar “soluções concretas para problemas reais” enfrentados pelas mulheres. Na ocasião, ela relembrou o programa “Caixa para Elas”, criado durante sua gestão no governo Bolsonaro.

A iniciativa reunia produtos já oferecidos pela Caixa Econômica Federal, mas com atendimento segmentado para mulheres, buscando atrair esse público para as agências.

“Um recorte de comunicação, reconhecendo essa diferença, para dar apoio psicológico e de empreendedorismo. Ela não sabe abrir a MEI para ela sair do Bolsa Família. Não sabia que tinha uma regra de proteção por dois anos para você andar junto com o Estado e poder crescer”, disse a administradora.

A “estratégia de relacionamento” buscava “dar apoio psicológico e fazer um pacto coletivo de enfrentamento à violência e ir para a porta de entrada da liberdade, que é a autonomia financeira”. Segundo ela, o objetivo era promover “inclusão financeira e apoio a esses pequenos negócios” das mulheres.

Ela também defendeu, como estímulo à independência financeira das mulheres, uma comunicação “mais acessível” por parte dos bancos públicos. “A linguagem dos bancos grandes [privados] não fala com elas”, afirmou.

Marques defendeu ainda que Banco do Nordeste, Banco da Amazônia e Caixa devem ser utilizados como “um motor de crescimento da população” e que “isso tem a ver com o reconhecimento da mulher como um indivíduo econômico, não é como vítima da sociedade”. “E nem como dependente do Estado”, completou.

Ainda de acordo com Marques, apresentar propostas para as mulheres representa um “reconhecimento da realidade da mulher”, e não uma pauta identitária por parte de Flávio. As propostas partem, segundo ela, da “realidade do dia a dia das mães e mulheres no Brasil” e “tem a ver com soluções concretas para problemas reais”.

Foto: Reprodução/YouTube @ClaudioDantasOficial

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