Damares diz que Vorcaro mantinha informantes em instituições públicas
Brasília, Quarta, 03 de junho de 2026
Política

Damares diz que Vorcaro mantinha informantes em instituições públicas

Senadora afirma que documentos sigilosos analisados na CPMI apontam rede de contatos do controlador do Banco Master

Damares: “O caso Banco Master pode passar o Brasil a limpo”

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Por Mariana Albuquerque

Jornalista e pós-graduada em Direito Legislativo.

A senadora Damares Alves afirmou que o banqueiro Daniel Vorcaro mantinha uma rede de informantes espalhada por instituições públicas e privadas no país. A declaração foi feita após a parlamentar analisar documentos sigilosos relacionados ao Banco Master na sala-cofre da CPMI do INSS instalada no Senado.

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Segundo a senadora, o material analisado reúne informações obtidas a partir da quebra de sigilo do empresário, além de imagens e registros financeiros relacionados às investigações conduzidas pela comissão.

“O Vorcaro tinha informantes em todas as instituições públicas e privadas. Dentro do sistema financeiro, ele tinha amigos e inimigos. E a gente precisa identificar essa rede que colaborou para essa grande fraude praticada pelo Banco Master”, declarou.

Damares afirmou que passou o domingo (15) examinando os documentos junto com assessores e técnicos da comissão. “Passei o dia na sala-cofre lendo os documentos da quebra do sigilo do Vorcaro, o dono do Banco Master, eu, assessores de outros parlamentares e técnicos da CPMI”, disse.

Possível prorrogação da CPMI

A senadora afirmou que o volume de informações é elevado e defendeu a prorrogação da comissão ou a criação de uma nova investigação parlamentar dedicada ao caso.

“Nós precisamos prorrogar a CPMI do INSS. Até o dia 28 de março nós não vamos dar conta de ler os milhares e milhares de documentos que estão na sala-cofre”, declarou.

Ela também sugeriu a abertura de uma nova comissão voltada exclusivamente ao caso envolvendo o Banco Master. “Ou a gente prorroga a CPMI do INSS ou imediatamente instala uma CPI ou uma CPMI do Banco Master”, afirmou.

Mapeamento de patrimônio

Durante a análise dos documentos, a parlamentar afirmou que uma das linhas de trabalho envolve o levantamento de bens ligados ao empresário.

“Trabalhei com a minha assessora numa linha de investigação que é o mapeamento de todos os bens dele. Por exemplo, todas as obras de arte. Identificamos algumas galerias no Brasil e fora do Brasil com as quais ele fazia contato”, disse.

A senadora também mencionou a necessidade de identificar patrimônio que possa ser relacionado às investigações. “Eles causaram um rombo absurdo no BRB e nós precisamos identificar nem que seja um reloginho deles. Temos que buscar tudo para cobrir o rombo que eles fizeram no nosso BRB e também nos investidores do Brasil”, afirmou.

Funcionamento da sala-cofre

Os documentos da investigação são analisados em uma sala-cofre instalada no Senado para consulta restrita de dados da CPMI. O espaço possui sete computadores disponíveis para uso de parlamentares integrantes da comissão e assessores previamente indicados.

Os arquivos só podem ser acessados no local e não podem ser copiados ou retirados do ambiente. O acesso ao espaço ocorre sem equipamentos eletrônicos pessoais, como celulares, tablets ou computadores.

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