Cuba anuncia soltura de 51 prisioneiros em meio à pressão dos EUA
Brasília, Quinta, 04 de junho de 2026
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Cuba anuncia soltura de 51 prisioneiros em meio à pressão dos EUA

Regime afirma que medida é gesto de “boa vontade”; não há confirmação se presos são políticos ou comuns

Apagão total deixa Cuba no escuro
Foto: Gabrielmbulla/Pixabay

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Por Redação

A ditadura comunista de Cuba anunciou que vai libertar 51 prisioneiros nos próximos dias após negociações com o Vaticano. O regime afirma que a medida é um gesto feito em “espírito de boa vontade”. Não se sabe se os beneficiados são presos políticos ou condenados por crimes comuns.

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A decisão foi divulgada em nota pelo Ministério das Relações Exteriores cubano: “Em espírito de boa vontade e das relações próximas e fluidas entre o Estado cubano e o Vaticano, com os quais historicamente tem sido mantida comunicação sobre a revisão e a libertação de prisioneiros, o governo cubano decidiu libertar 51 pessoas condenadas à prisão nos próximos dias”.

O anúncio veio duas semanas depois de o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez Parrilla, reunir-se com o papa Leão 14 no Vaticano.

Em nota divulgada ontem (12), o regime cubano afirmou que, desde 2010, concedeu indultos a 9.905 prisioneiros e que, nos últimos 3 anos, cerca de 10.000 pessoas condenadas à prisão foram libertadas por meio de diferentes benefícios.

“Essa decisão soberana é uma prática comum em nosso sistema de justiça criminal e caracteriza a trajetória humanitária da revolução, que, dessa vez, coincide com a proximidade das celebrações religiosas da Semana Santa”, acrescentou o comunicado.

A libertação ocorre em meio à pior crise econômica enfrentada por Cuba em décadas. A situação se agravou após a suspensão do envio de petróleo venezuelano, medida imposta pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

Sem o combustível de Caracas, a ilha enfrenta escassez de energia, alimentos e remédios, além de longos apagões e dificuldades no sistema de saúde.

Nesta manhã (13), o ditador comunista confirmou que representantes do regime mantiveram contatos recentes com os EUA. O episódio acontece enquanto o governo Trump intensifica críticas a Havana e sugere a possibilidade de mudanças no regime na ilha.

Historicamente, o regime cubano evita associar decisões internas a pressões externas. Desde que os EUA invadiram a Venezuela e capturaram o então ditador socialista Nicolás Maduro, aliado de Cuba, Trump tem elevado o tom contra Havana.

Na última segunda (09), o presidente norte-americano afirmou que o regime comunista cubano enfrenta “sérios problemas” humanitários e que os planos da Casa Branca podem ou não incluir “uma tomada de controle amigável” do país.

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