Uma pesquisa do projeto Latam Pulse, conduzida pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg e divulgada nesta quinta-feira (26), revela que corrupção e criminalidade dominam o ranking das principais inquietações da população brasileira.
Ao serem questionados sobre os maiores problemas do país, com possibilidade de escolher até três alternativas, 54,3% dos entrevistados apontaram a corrupção. Em seguida, 53,3% mencionaram criminalidade e tráfico de drogas, consolidando a segurança pública como um dos eixos centrais de preocupação nacional.
Em um segundo patamar, aparecem temas ligados à economia e às políticas sociais. A economia e a inflação foram citadas por 19,2% dos participantes. Violência contra a mulher e feminicídio somaram 16,4%. Extremismo e polarização política foram lembrados por 15,7%, enquanto saúde (15,5%) e educação (15,3%) registraram percentuais semelhantes.
O enfraquecimento da democracia, pauta que teve protagonismo no debate eleitoral de 2022, foi indicado por 13,9% dos respondentes.
Percepção de avanço do crime
O levantamento também mediu a avaliação dos brasileiros sobre o nível atual de criminalidade. Para 49,6%, o cenário é “muito alto”, enquanto 38,8% classificam como “alto”. Apenas 11,4% consideram o nível “regular”. As avaliações positivas são praticamente inexistentes: 0,1% disseram que a criminalidade está “muito baixa” e nenhum entrevistado classificou como “baixa”.
A sensação predominante é de agravamento. Segundo a pesquisa, 85,2% afirmam que o tráfico de drogas está piorando no país, e 81,9% percebem aumento na violência sexual.
Outro dado expressivo diz respeito à confiança institucional: 91,5% acreditam que organizações criminosas exercem controle sobre áreas relevantes da política e do sistema de Justiça.
Peso nas eleições
A criminalidade também tem impacto direto no comportamento eleitoral. Para 62,8% dos entrevistados, o tema é importante na hora de votar, embora não seja o único fator considerado. Já 27,6% afirmam que políticas de combate ao crime estão entre os principais critérios que determinam sua escolha nas urnas.
Por outro lado, 8,2% dizem que a questão da segurança pública não influencia o voto, e 1,4% declaram priorizar outros assuntos do debate político.
Metodologia
O estudo ouviu 4.986 brasileiros entre os dias 19 e 24 de fevereiro, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
